O novo RR
Oi, pessoal.
As férias do RR chegaram ao fim.
Demoraram para acabar não porque eu seja vagal, mas porque apanhei muito para forjar uma nova página com novo layout, novos posts e muitas surpresas em um endereço totalmente novo e exclusivo.
O RR completou um ano de vida!
Gostaria que comemorassem conosco em nosso novo endereço:
Confiram e opinem sobre o novo layout turbinado: http://www.raciociniorapido.com
Esta página, no UOL, ficará no ar por tempo indeterminado.
Como lembrança....
Abraços!
Escrito por Khêder Henrique às 12h23
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Boas Festas!!!
O RR está entrando de férias!!!
Obrigado pelos acessos e comentários! Todos foram muito importantes!
Pode demorar... mas aguarde que o Raciocínio Rápído voltará...
Escrito por Khêder Henrique às 22h15
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Histórias em Quadrinhos: Neon Genesis Evangelion

As três crianças: Asuka, Shinji e Rei
Imagem: http://www.manganet.it/regali/evangelion.jpg
Há algum tempo procurava uma boa
oportunidade para escrever sobre esta excelente série em estilo mangá. Acho que
este é o momento ideal, quando a Conrad Editora lança nas
bancas, após uma longa espera, as edições 17 e 18 de Neon Genesis
Evangelion.
Esta série é publicada
originalmente na revista Shonen Ace desde fevereiro de
1995. Ela é escrita e desenhada por Yoshiyuki
Sadamoto. O mangá nos conta que, no ano 2000, um imenso meteoro
chocou-se contra o círculo polar ártico. O incidente é chamado de “O Segundo
Impacto”, a maior catástrofe já presenciada pela raça humana. Isso afetou o
ecossistema do planeta e metade da população mundial foi dizimada pelas
conseqüências da tragédia. Após 15 anos, a humanidade está se recuperando,
porém, seres conhecidos como “anjos” começam a atacar a cidade de
Tokyo-3. Para combatê-los, são criados ciborgues humanóides que
só podem ser pilotados por crianças. Portanto, a salvação da humanidade, está
nas mãos destes jovens.
Muito mais do uma história que
traz batalhas entre monstros e robôs gigantes, o mangá apresenta uma trama com
uma carga dramática nunca antes vista em outras histórias. Os personagens são
extremamente complexos e surpreendentemente reais. O protagonista,
Shinji Ikari, é um garoto comum de 14 anos que
se isolou do contato com outras pessoas desde que seu pai o deixou na casa de
seus tios quando tinha apenas 4 anos. Uma década depois, Gendou
Ikari, pai de Shinji, o convoca para pilotar o Eva e livrar Tokyo-3 de
mais um anjo.
Shinji é a segunda criança. A
primeira é a inexpressiva Rei Ayanami, talvez, a mais
interessante personagem da série, pois, justamente por sua inabilidade em
demonstrar suas emoções nos faz valorizar tanto os sentimentos das pessoas e
demais personagens. A terceira criança é a explosiva Asuka
Langley, uma garota super inteligente que formou-se na faculdade com
apenas 14 anos de idade. Porém, abaixo desta aparente perfeição encontra-se uma
garota frágil e cheia de temores.
Eu poderia ficar falando de cada
personagem e toda a aura de realidade e mistério que envolve cada um deles, mas
isto tomaria tempo demais. É preferível falar da série como um todo. Neon
Genesis Evangelion é uma ficção científica com pitadas de ação, drama e muito
suspense, onde as informações nos são fornecidas a conta gotas e muitas delas
são ambíguas ou revelam-se inverdades mais adiante.
A sinopse de que um meteoro caiu
na Terra, por exemplo, é a história oficial, a que todos pensam ser real. Se
isso é verdade ou não, só o tempo dirá. Infelizmente, a história ainda não
chegou ao fim nem no Japão. E nós, brasileiros, somos obrigados a aguardar. O
grande problema é que a edição brasileira alcançou a original. Como Sadamoto
está desenvolvendo a série num ritmo bem peculiar (ele está lançando um volume
por ano; um volume japonês corresponde a duas edições brasileiras), não há
previsão de quando a série irá se encerrar.
Mas a espera é dura. Ainda mais
sabendo que o anime já acabou e que as histórias do desenho e quadrinhos
caminham para rumos bem distintos.
As edições 17 e 18 lançadas pela
Conrad no fim deste ano introduzem um novo personagem a série (a quinta criança)
e terminam com inquietante “continua...”. O irritante é que sabemos que a
história só continuará daqui a alguns meses. Apesar deste incomum contratempo
para uma publicação em quadrinhos, vale a pena correr atrás das edições
anteriores e mergulhar nesta aventura.
Título: Neon
Genesis Evangelion # 17 e 18 Autor: Yoshiyuki
Sadamoto Editora: Conrad Preço: R$ 6,30
cada edição Número de Páginas: 100 cada
edição Ano de Publicação: 2004
Escrito por Khêder Henrique às 18h22
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Editorial

Imagem: http://images.orkut.com/images4/mittel/51/198551.jpg
Oi,
Pessoal.
Como vão as coisas? Passei em tudo (ainda
bem), agora só preciso pensar no meu trabalho de conclusão de curso que é
produzir uma revista impressa de cinema.
Amanhã participo de um divertido amigo secreto
cujos presentes são livros comprados em sebos (o que será que irei
ganhar?).
Assisti a Os Incríveis neste
fim de semana e vocês vão conferir um post sobre o novo filme da Pixar no
decorrer desta semana.
Quem gosta de Neon Genesis
Evangelion? Shinji Ikari e o pessoal de Tokyuo-3
também estarão presentes em outro texto durante estes dias aqui no RR.
Estas e outras atrações por aqui antes do blog
entrar de férias?
Férias? Isso mesmo. Falo mais sobre isso na
próxima semana.
Boa semana.
Escrito por Khêder Henrique às 20h25
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Imagem
Imagem: http://www.omelete.com.br/imagens/cinema/news/batman_begins/poster_br.jpg
Esta imagem não dá nem para comentar. Excelente pôster do vindouro filme Batman Begins que mostrará a busca de Bruce Wayne por aprimoramento físico e mental e seus primeiros meses em Gothan City como o Cavaleiro das Trevas.
Escrito por Khêder Henrique às 19h31
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Histórias em Quadrinhos: Marvel Millennium – Homem-Aranha # 35
A capa da publicação
Imagem: http://www.paninicomics.com.br/img/collanaNews/515.jpg
De uma forma ou de outra já mencionei esta publicação por aqui. Na minha opinião, junto com Marvel Max, estas são as revistas em quadrinhos de super-heróis mais interessantes sendo publicadas atualmente no Brasil. Destaco esta 35ª edição em particular por ser um novo ponto de partida e uma segunda chance para novos leitores começarem a acompanhar esta revista.
Marvel Millennium reúne os selos do Universo Ultimate da maior editora de quadrinhos do mundo: a Marvel Comics. Mas o que é o universo ultimate? É uma atualização. Esqueça tudo o que você sabe sobre personagens como Homem-Aranha, X-Men e Vingadores. Nesta realidade, esses personagens têm suas origens recontadas e atualizadas para um novo público.
O Homem-Aranha ultimate é, de fato, espetacular. Um adolescente talentoso que tem sua vida mudada pela picada de uma aranha alterada geneticamente. Os roteiros excepcionais de Brian Michael Bendis (um dos meus roteiristas preferidos) conseguem te fiscar a cada página mesmo quando a trama da revista não traz nenhum soco. E arte estupenda de Mark Bagley é de encher os olhos e passa toda a expressividade da vida conturbada de um adolescente. Some a isso as incríveis cenas de ação (que inspiraram algumas das tomadas dos dois longas-metragens do aracnídeo). Nesta edição, Peter Parker e sua namorada, Mary Jane, vão enfrentar problemas com o pai da garota que é contra o namoro do dois. Isso sem falar que o escalador de paredes lidará com uma bela e habilidosa ladra quando surge a Gata Negra.
X-Men ultimate, nesta edição, praticamente recomeça quando um novo aluno entra para o instituo Xavier. Prosseguindo com sua interminável luta para fazer crer que humanos e mutantes podem coexistir sem se matar, Charles Xavier e seus X-Men tem um novo problema pela frente: lidar com a opinião pública e o fato de que o novo x-man é um anjo com asas e tudo o mais. Religião e ciência se confrontam no roteiro do prolífero Brian Michael Bendis (que assumiu os roteiros de X-Men recentemente) e lindos desenhos de David Finch.
A única história que prossegue e exige a leitura prévia das edições anteriores é O Sexteto. Trata-se de uma mini-série que mostra a união dos piores inimigos do Homem-Aranha. O roteiro de (de novo) Brian Michael Bendis continuam muito bons, mas a arte de Trevor Hairsine não chega nem perto dos outros traços presentes na mesma edição.
Há muitos motivos para ler Marvel Millennium. Seja pela densidade psicológica conferida aos personagens por seus (re)criadores, seja pelos belos desenhos ou da percepção de que aqueles heróis existem num mundo o mais próximo possível de ser real como o nosso. Não é a toa que a Marvel é reconhecida por ter super-heróis mais humanos que os da DC. Este universo ultmaite, mais atual que o tradicional, reafirma esta máxima com estilo.
Título: Marvel Millennium – Homem-Aranha # 35 Editora: Panini Comics Preço: R$ 6,50 Número de Páginas: 100 Ano de Publicação: 2004
Escrito por Khêder Henrique às 11h45
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Comportamento: Prove!

O vestibular é uma prova desestimulante
Imagem: http://www.feb.br/processo%20seletivo.jpg
Como mencionei no
Editorial desta semana, eu trabalhei na organização do Processo
Seletivo Digital de minha universidade. E, embora estivesse um pouco
alheio ao nervosismo onipresente entre os candidatos, é impossível não pensar
naquelas pessoas e no que estavam passando, afinal, eu já havia passado por
aquilo. Certamente, o vestibular é o maior símbolo de que, durante toda nossa
vida, somos testados constantemente para nos encaixar no
sistema.
E isso é um saco. Pare para pensar
quantas vezes você já teve que ter paciência para conquistar a confiança de
alguém ou provar que você tem capacidade para executar determinada tarefa (em
uma entrevista de emprego, por exemplo) ou foi avaliado continuamente (em uma
semana de provas, para citar uma possibilidade).
OK. Vivemos em um mundo
competitivo onde existem pessoas demais para ofertas de menos. Mas é tão
patético tudo isso e não posso deixar de mostrar minha indignação, pois é tudo
muito falho.
Quando você marca uma data para
algum tipo de teste, já trata-se de uma predisposição para deixar a pessoa a ser
avaliada nervosa. Existem pessoas que garantem de pés juntos que o nervosismo e
a adrenalina ajudam a melhorar seu desempenho quando participam de algum tipo de
prova. Mas creio que isso é vantagem para poucos. A larga maioria se preocupa, e
muito, com uma importante prova que, de acordo com os parâmetros de nossa triste
sociedade, pode decidir os rumos que sua vida irá tomar.
Oras, a ansiedade atrapalha. A
expectativa, por si só, já pode botar tudo a perder. E é terrível assistir ao
“espetáculo” de alguém ter que provar meses ou anos de dedicação aos estudos em
apenas algumas horinhas. O pior é que nestas poucas horinhas uma pessoa está
sujeita a tantas adversidades que possam comprometer seu desempenho que é
difícil acreditar nessa idéia de vestibular. A pessoa pode estar num dia ruim.
Psicologicamente alterada ou emocionalmente inquieta.
Muitas universidades passaram a
chamar seus vestibulares de processos
seletivos. Seleção de quê? Dos indivíduos que ficam menos nervosos? Das
pessoas que conseguem se concentrar por mais tempo sobre um mesmo problema?
Todos sabemos que nada disso é justo. Nem sempre a pessoa que mais precisa ou
merece a vaga é o escolhido. E há ainda o caso dos indecisos que após a seleção
e subseqüente aprovação, trancam a matrícula ou largam a faculdade tirando vagas
de pessoas que realmente gostariam de estar em seus
lugares.
Isso tudo sem falar em outros
milhões de problemas como a qualidade de ensino no país. Ou que uma pessoa mais
humilde que não tem escolha senão entrar em uma universidade pública
dificilmente terá acesso ao ensino superior, pois conta apenas com anos de
estudos em escolas cujo aprendizado é insuficiente para preparar este candidato
para fazer frente a outro candidato que tenha estudado durante toda sua vida nas
melhores escolas particulares da cidade.
Sei que isso parece um grande
desabafo (e talvez seja realmente) e, possivelmente, não tenha colocado por aqui
nenhuma idéia interessante para debater, mas minha intenção é gerar a reflexão.
Se você, após ler este texto, vislumbrar por alguns instantes como seria um
mundo onde não fôssemos tão cobrados por tudo e por todos, onde o mundo
estivesse interessado em nos conhecer de verdade ao invés de nos oferecer provas
que acreditam poder dizer quem realmente somos, eu me considero
satisfeito.
Escrito por Khêder Henrique às 19h29
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Khêder Henrique

Khêder
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