Artigo sobre a qualidade da TV: Parte 2

Dar fim aos televisores não parece má idéia frente a falta de qualidade na TV
Imagem:http://www.singsingsing.com/has/tv-2.jpg
A curiosidade motiva muita gente. Como jornalista devo compreender isso muito bem. Mas essa curiosidade deve nos motivar em outras direções. Em descobrir coisas novas ou tentar compreender os mecanismos que fazem o mundo ser do jeito que ele é, por exemplo. Ficar interessado na vida do morador do outro lado da rua, para mim, é falta do que fazer ou falta de ambições mais interessantes para sua própria vida.
Além deste culto ao alheio existem outros mecanismos que ajudam a montar esta imitação da realidade. Digo imitação porque tudo é arranjado. Não digo que todas as brigas apresentadas na atração são encenadas. Afirmo que aquilo é previsível por ser resultado de artifícios montados pela produção. Esses artifícios são armados antes mesmo do programa começar com a escolha do "elenco" e vai até a forma como editam os vídeo-tapes que irão ao ar sobre este ou aquele personagem. Muitas pessoas que ficaram confinadas na casa saem e reclamam que os telespectadores ficaram com uma impressão errada de sua pessoa. É fato que uma edição bem feita pode transformar "sim" em "não". Dá para acreditar mesmo que o público escolheu o vencedor do programa ou ele foi levado pela Globo a votar em certo alguém?
Dito isto, entra outra peça na engrenagem do programa que ajuda a sustentar a mentira. Por que será que um Pedro Bial apresenta um programa como este? Será que ele gosta? Deve estar sendo muito bem pago, não é? Ou será por que ele não goza de uma credibilidade forte junto ao público? Uma credibilidade forte o bastante para imprimir uma energia que o programa sozinho não possui? Pois então.
Esse triste show da realidade é o que garante os picos da audiência hoje em dia na TV. Quando surgiu, a caixa com imagens era considerada até perigosa porque as pessoas pensavam que ela transformasse os telespectadores em zumbis. Isso se provou errado (se bem que tem que ser um zumbi para assistir a certos programas). Esse aparelho já foi utilizado com propósitos mais educativos, mas a preocupação com aquele monstro chamado ibope sempre foi uma pedra no sapato.
É preciso de anunciantes. Produzir TV é caro. Tem que gerar lucro. Programa barato sem qualidade com grande audiência é mais interessante que programa de qualidade caro sem retorno financeiro.
Quando estas idéias passam pela cabeça da gente pensamos: será que entramos num processo que não tem mais volta? Queimar os aparelhos de TV e pôr fim a ditadura do desserviço a cultura não parece má idéia. Mas é saída?
Das duas uma: ou a TV é um aparelho tão bom e cheio de recursos que ainda não possuímos criatividade e capacidade suficientes para usufruir ou ela é uma tranqueira sem tamanho que rouba o tempo que poderíamos empregar com atividades que exigissem de nós mais esforço intelectual.
Ainda não me convenci de que vale a pena trocar um bom livro pela caixa preta.
Um dia eu falo bem da televisão.
Escrito por Khêder Henrique às 22h50
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Artigo sobre a qualidade da TV: Parte 1
O texto abaixo escrevi para minha Oficina de Telejornalismo. Leiam e opinem.
O show da triste realidade
Khêder Henrique

Hoje, a TV é mais útil como peça decorativa
Imagem: http://www.camanaveglia.mottini.com/images/Sala%20tv.jpg
Aquela caixa preta que atualmente exerce a única função de decorar a sala da casa de muitas famílias brasileiras foi invadida por uma nova sensação: os reality shows. Programas que trazem como principal atração o real, ou melhor, uma barata imitação deste "real". O já consolidado Big Brother Brasil (é constrangedor escrever isso) da Rede Globo é um exemplo dessa epidemia. O programa traz como atrativo uma casa onde são colocadas para conviver 12 pessoas escolhidas pela produção aleatoriamente. Logicamente, são selecionados representantes estereotipados de alguma região do país ou tribo específica que permeia as cidades brasileiras. Assim, temos uma patricinha paulistana, um caubói do interior, um nordestino humilde ou qualquer outro tipo pré-estabelecido de pessoa que garanta conflitos. Ah, estes conflitos. São o que garantem o movimento ascendente do ponteiro do ibope. Sem barraco não há BBB. Sem discussões do nível "não fui eu que te mandei pro paredão" o programa torna-se chato e incompleto porque ele depende exclusivamente destes conflitos para prosseguir. Já imaginou se durante todo o tempo de confinamento na casa todos ficassem amigos, se entendessem perfeitamente com a única preocupação de desfrutar a piscina, a academia e outros confortos que o cenário do Projac oferece? Seria o caos... para os diretores da atração. Ou não. Será que existem pessoas que ficariam assistindo a estranhos desfrutando de luxos que nunca tiveram oportunidade de aproveitar na vida? Talvez.
Este conformismo gerado por estes e outros tipos de programas é preocupante. Muitas pessoas simples contentam-se em assistir a Malu Mader como uma empresária milionária e poderosa e imaginam-se em seu lugar conformando-se desta maneira com sua condição financeira e social como algo imutável.
Aliás, a constatação de uma realidade ruim é mote para um show da realidade. É estranho abrir a caixa de entrada de seu correio eletrônico particular e ler um e-mail com "as últimas da Solange", ou seja, as pérolas pronunciadas por uma pessoa anônima que ficou famosa por participar de um BBB. A moça é taxada de burra, imbecil e variantes por não saber Inglês ou mesmo a língua oficial do país por falta de oportunidade. No Brasil, um problema como a qualidade da educação vira piada e entretenimento. É degradante.
Resumidamente, um BBB não é nada além do que a superexposição de pessoas que acreditam numa rápida escalada financeira ou que desejam ficar famosas da noite para o dia.
Este show da realidade torna o telespectador em um voyeur, que adentra a vida de pessoas estranhas como se elas não soubessem de nada. Seria o mesmo que colocar uma câmera na casa do visinho e ficar bisbilhotando. Agora a pergunta que não quer calar: que me importa o que fulano faz ou deixa de fazer? Que me importa por que fulana não beijou sicrano?
Continua no próximo post!
Escrito por Khêder Henrique às 22h47
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Língua Portuguesa para jornalistas

Faculdade de Jornalismo com ou sem Língua Portuguesa?
Imagem: http://www.laurapoesias.com/poetas/grandes_poetas_imagem1.jpg
Novamente, estou eu aqui falando sobre Jornalismo. Na verdade, eu não sei se Jornalismo se enquadra diretamente em uma das propostas do blog (falar de cultura e comportamento), mas, para mim, é um tema sempre presente não só por eu ser um aluno de Jornalismo, mas também por o Jornalismo, na minha visão, ser um importante meio para a disseminação de cultura, troca de idéias e pensamentos e o fato de a mídia geral ser uma força poderosa no quesito formação de opinião.
Dito isto, queria comentar um pouco uma discussão levantada por um professor na – aqui tão comentada – disciplina de Crítica da Mída. A questão? No currículo do curso de Jornalismo oferecido nas universidades a Língua Portuguesa deve constar como disciplina?
A pergunta parece boba para quem está de fora. Alguns, sem pensar, devem dizer “mas é claro”. Na verdade, não, não é claro. Na minha faculdade, nunca tive aulas de Português e nem terei, mas os alunos novos estão tendo esta disciplina no primeiro semestre (a grade de disciplinas foi reformulado).
Alguns acham que é importante porque todo jornalista deve saber escrever. Mas, não deveríamos chegar na faculdade já sabendo isso? Aí caímos em outro problema: a questão da qualidade da educação no Brasil. Todos os jovens que ingressam nas faculdades todos os anos entram num curso em pé de igualdade? É lógico que não.

Um jovem com iniciativa não poderia aprender sozinho com um livro de Gramática?
Imagem: http://www.scpt.org.br/imagens/livros.jpg
Por falta de opção, alguns não fizeram um bom colegial e outros receberam uma educação exemplar. Isso é nítido em qualquer curso de qualquer faculdade. Alguns alunos mostam-se mais competentes e compreendem melhor e mais rapidamente algumas propostas de trabalho sendo que outros possuem dificuldades em atividades consideradas simples. Por que isso ocorre? Fulano é melhor que ciclano? Não, eles percorreram caminhos diferentes para chegar ao mesmo lugar por isso a desigualdade.
Olhe o passado de quem tem dificuldade, certamente achará no histórico um colegial medíocre ou um fraco ensino fundamental.
Voltando a questão do português, outras pessoas são a favor porque o Português deve ser ainda mais lapidado na faculdade. Mas, como diz meu professor, não será que alguns alunos só querem se sentir melhor tendo alguém ensinando o uso da crase na lousa? Isso, segundo o mesmo professor, é sinal de falta de iniciativa de alguns jovens.
Ao invés de esperar por alguém para lhe ensinar regência você não pode, sozinho, procurar um livro de gramática e aprender sozinho? Quem corre atrás vai longe.
É um assunto polêmico e não pretendo encerrá-lo. Só queria jogar a discussão no ar para os visitantes da página dizerem o que pensam e refletirem sobre o assunto. Você não fica chateado quando lê uma revista ou jornal escrito por um jornalista e encontra erros absurdos de português? Pois, então, esse problema pode ter surgido lá atrás, no passado do autor do texto, quando ele optou por um caminho errado ao se deparar com a questão apresentada acima.
Escrito por Khêder Henrique às 11h05
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As grandes obras literárias do Jornalismo

Imagem: http://www.livrariacultura.com.br/imagem/capas1/466/64466.jpg
Eu adoro montar listas. Lista de livros, filmes, revistas, etc. Recentemente, em uma aula de Crítica da Mídia, o professor nos passou uma lista com mais de 20 livros obrigatórios para qualquer jornalista.
Mas, este não é um blog para jornalistas e sim para pessoas interessadas em cultura em geral. Os livros abaixo não são apenas para profissionais do Jornalismo. Eles são para qualquer um que queira compreender os mecanismos do chamado quarto poder. Compreender porque aquele jornal que chega todos os dias na banca é daquele jeito e não de outro, a questão ética que permeia vida destes profissionais e como funciona os bastidores de uma redação e a criação de uma notícia.
São livros sobre Jornalismo, escritos por jornalistas e destinado a jornalistas e demais interessados. Aí estão as diversas sugestões de leitura:
A arte de fazer um jornal diário (Ricardo Noblat) Editora Contexto
Recordações do escrivão Isaias de Caminha (Lima Barreto) Editora Ediouro
Chatô: o rei do Brasil (Fernando de Morais) Cia das Letras
Minha razão de viver (Samuel Wainer) Editora Record
Notícias do Planalto (Mário Sérgio Conti) Cia das Letras
O castelo de âmbar (Mino Carta) Editora Record
A regra do jogo (Cláudio Abramo) Cia das Letras
Jornalismo é... (Vários autores) Associação de Imprensa
Repórteres (Audálio Dantas) Editora Senac
Narcoditadura: o caso Tim Lopes (Percival de Souza) Editora Labortexto
Beijo da morte (Carlos Heitor Cony) Editora Objetiva
Na cobertura de Rubem Braga (José Castello) José Olympio
Coitadinhos e malandrões (Ricardo Kotscho) Editora Casa Marela (Summus)
Milésima segunda noite da avenida Paulista (Joel Silveira) Cia das Letras
Cem quilos de ouro (Fernando de Morais) Companhia das Letras
Trinta anos esta noite (Paulo Francis) Editora Francis
O ato e o fato (Carlos Heitor Cony) Editora Objetiva
Isto não deu no jornal (José Louzeiro) Editora Brasil
Os 10 dias que abalaram o mundo (John Reed) Editora LPM
O Jornalismo dos anos 90 (Luis Nassif) Editora Futura
Velho Novo Jornalismo (Gianni Carta) Codex Editora
Os elementos do jornalismo (Bill Kovach) Editora Geração
A lista criada pelo professor está aí. Mas eu incluí mais três obras nela que são muito citadas por grandes jornalistas em atividade na imprensa:

Imagem: http://www.siciliano.com.br/capas/8589362191.jpg
A sombra do silêncio (Mino Carta) W11 Editores
Entre o passado e o futuro (Hannah Arendt) Editora Perspectiva
Os donos do poder (Raymundo Faoro) Editora Globo
Esse livros podem ser encontrados em bibliotecas e sebos ou adquiridos nas livrarias Siciliano e Livraria Cultura
Escrito por Khêder Henrique às 22h50
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O download é inocente

5 mil downloads são necessários para afetar a venda de um CD na loja
Imagem: http://www.elmarplastics.com/5263.jpg
A revista Carta Capital desta semana (nº286 14/04/2004) publicou uma matéria de autoria de Flávia Pardini chamada "O canto da sereia" (ô titulozinho batido...) que fala sobre uma pesquisa que garante que baixar músicas pela internet não prejudica a venda de CDs.
O estudo foi realizado pelos pesquisadores norte-americanos Felix Oberholzer-Gee, professor da Harvard Business School, e Koleman Strumpf, da Universidade da Carolina do Norte e, como descrita na matéria, a pesquisa foi produzida da seguinte maneira:
Fizeram uma análise empírica, utilizando métodos econométricos e uma amostra com 0,01% dos downloads mundiais ocorridos de 8 de setembro a 31 de dezembro de 2002, focalizando os usuários localizados nos EUA.
Depois de obter as canções mais procuradas pelos usuários de internet, buscaram os dados correspondentes às vendas, nos EUA, dos CDs que contém músicas. Na comparação dos dados, levaram em conta fatores externos que poderiam alterar a relação entre downloads e vendas, como eventuais congestionamentos da rede, duração das músicas e feriados escolares internacionais.
As conclusões são de que, estatisticamente, as trocas de músicas pela internet não possuem efeito significativo nas vendas dos CDs. Ou seja, um valor muito baixo. Isso faz sentido já que filmes, softwares e videogames também sofrem com o mesmo "mal", porém são setores em expansão.
Os pesquisadores atribuem a queda das vendas no mercado fonográfico a fatores como o aumento considerável dos preços dos CDs. Os autores da pesquisa lembram também que a mesma indústria sofreu quedas nas vendas no fim da década de 70 e início dos anos 80.
Eles destacam que as vendas desta indústria foi bastante alta nos anos 90 devido a conversão que muitos consumidores faziam da mídia vinil para a mídia CD. E este processo teria um fim algum dia.
A pesquisa não foca o Brasil, mas só para lembrar o maior vilão da indústria de discos no país é a pirataria. E, num país onde uma restrita minoria possui acesso a internet, falar que a troca de músicas pela rede mundial de computadores afeta as vendas de CDs por aqui é até piada.
Escrito por Khêder Henrique às 21h15
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Leitura X Internet: 2º Round

A Internet veio para agregar valores e não tirar espaço
Imagem: http://www.gafam.org/upload/Cute%20Girl%20at%20Computer.JPG
Aqui entra a aptidão individual de administrar mais eficazmente o tempo que cada um dispõe. Leia por uma hora, entre na net por meia hora, deixe o cinema para o fim de semana. Uma boa agenda garante a melhor utilização do tempo livre. Voltando a matéria de Cora Rónai, ela, em alguns pontos bate com minhas idéias, em outros diverge, porém, é inegável a agradável a forma como o texto é conduzido e como sua leitura é agradável. Mas tenho que falar sobre o final do texto que não tenho palavras para definir.
Ela fala em certo ponto da importância de Harry Potter para o resgate do hábito da leitura (como vários outros autores já o fizeram) e fala sobre o último livro do menino bruxo, que por causa de um erro da editora britânica todos os leitores que não dominam o Inglês não poderiam ler a obra. Então, a escritora termina o texto da seguinte forma:

Existem pessoas que só lêem seu primeiro livro na idade adulta
Imagem: http://www.sha-doo.blogger.com.br/livros.gif
E foi que aconteceu um lindo milagre na internet, daqueles que renovam nossa esperança na humanidade. Crianças e jovens de diversos países criaram, simultânea e espontaneamente, verdadeiros grupos de trabalho para traduzir o livro e fazê-lo chegar aos amigos sem domínio de inglês. Em menos de 15 dias, Harry Potter já estava disponível na rede em uma dúzia de idiomas, entre eles o português.
Essas traduções, feitas às carreiras pelos pequenos leitores, são obviamente rudimentares e não podem ser comparadas, nem de longe, ao meticuloso trabalho dos profissionais. Alguns tradutores e editores ficaram indignados comigo quando manifestei meu entusiamo pela iniciativa. Fiquei com pena desses pobres adultos, tão presos ao sistema que não puderam perceber que estavam diante de uma comovente manifestação de criatividade e solidariedade nascida do amor das crianças pela leitura.
Eu ri quando li esta última parte. Essa manifestação das crianças pode ser bonita e tudo o mais, mas ela não acha absurdo porque não são os direitos dela que estão sendo burlados, não é uma obra dela que está sendo pirateada pela rede. Enfim, imagino que as crianças possam ser motivadas por outras forças que não sejam financeiras, mas essas crianças se tornarão adultos como os adultos que hoje possuem outros tipos de preocupações e ambições quando oportunidades como a internet oferece nos dias atuais.
Escrito por Khêder Henrique às 20h49
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Leitura X Internet: 1º Round

A leitura deve ser encarada como uma atividade prazerosa
Imagem: http://paradigm-healthcare.com/i/girl_reading.jpg
A Revista Cláudia publicou em dezembro de 2003 (edição nº12 ano 42) a matéria "Como criar filhos que amem livros na era da Internet", escrita pela editora do caderno de informática do jornal O Globo, Cora Rónai.
A matéria começa da seguinte maneira:
Houve uma época em que as histórias em quadrinhos eram olhada com profunda desconfiança por pais e educadores. Era óbvio que aquelas revistinhas atraentes, com suas imagens e sua linguagem coloquial, afastariam as crianças dos livros, pouco ilustrados, que exigiam maior esforço intelectual. Os anos se passaram, as crianças que liam quadrinhos cresceram, tiveram filhos e quase morreram de preocupação com a sua garotada, que, viciada nos seriados dos cinemas, certamente se afastaria dos livros.
Uma geração depois, o ciclo se repetiu. Os meninos das matinês cresceram e passaram por maus momentos ao ver os filhos grudados na televisão - aquela praga, que, sem dúvida, os afastaria dos livros. Hoje, a geração da TV, que cresceu e se multiplicou, anda muito angustiada. As crianças não saem da frente do computador e passam o dia inteiro na internet. Que, naturalmente, vai afastá-las dos livros...

Com a inclusão da informática no dia-a-dia é importante administrar bem o tempo
Imagem: http://www.cwaynet.com.br/unip-g6/Computador_com_numeros.jpg
O texto, após apresentar esses fantasmas que seduzem os jovens para longe dos livros, prossegue incentivando os pais a darem exemplos e cultivar o hábito de ler desde cedo nos menores.
Aparecem no texto alguns pais que dão explicações do que fazem para cultivar o interesse pelo leitura nos filhos. O que nota-se é a idéia errada que muitos possuem da leitura.
Leitura não é algo ruim. Muito pelo contrário, é bom. Ler faz pensar e traz uma infinidade de benefícios para um indivíduo que não dá para listar aqui. O que deve mudar é a maneira como as pessoas a encaram. Muitos enxergam a leitura como algo necessário, mas chato, maçante, desinteressante... sendo que não é.
Existem pessoas que só lêem um livro pela primeira vez na idade adulta. Assim, não há hábito que cative um indivíduo qualquer e garanta lugar em sua vida. Como todo costume deve ser ensinado desde cedo.
Há pais hipócritas que querem que o filho leia e não passam o exemplo. Ficam o dia todo na frente da TV.
E mais: as histórias em quadrinhos, o cinema, a TV e a Internet não vieram tirar espaço de nada e de ninguém. Tratam-se de novos canais de comunicação que vieram agregar, acrescentar valores, aumentar o números de opções para se entreter e adquirir conhecimento.
Mas, realmente, esse número maior de meios de tráfego de informações ocupa mais o nosso tempo e as 24 horas do dia-a-dia parecem curtas demais para experimentar tudo o que esse mundo moderno nos oferece.
Escrito por Khêder Henrique às 20h12
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O retorno inesperado do público do Raciocínio Rápido

Imagem utilizada em um blog de uma visitante do RR
Ilustração: http://pobladores.lycos.es/data/pobladores.com/le/sp/lespiral/channels/fantases/images/unicornio.jpg
Gostaria de agradecer aos visitantes deste blog que opinam - elogiando ou criticando - sobre a página e ajudam, desta maneira, a melhorar o RR.
Peço que opinem ainda mais e sugiram o que gostariam de ler por aqui. Como disse em resposta a alguns comentários, existem muitos blogs bacanas que não são corretamente divulgados e, por isso, não atingem o público certo. Tive sorte de ser indicado pelo UOL na página principal do UOL Blog (www.uol.com.br/blog), pois desde então o número de acessos dobrou em um único final de semana e o RR atingiu um público bem mais amplo do que uma rodinha de amigos.
Outro fato que me deixou bastante contente é a receptividade do RR. Para quem não sabe ou ainda não viu, há na coluna a direita um convite para os visitantes votem na página e atribuam a ela uma nota de 1 a 5. Eu sei que uma mesma pessoa pode votar mais de uma vez, mas pelos poucos votos que o Raciocínio recebeu ele está mantendo uma média de mais de 3 pontos e isso é muito legal. Outra coisa: com exceção de mim, acho que poucos votariam nesta página várias vezes (não que eu tenha feito isso...).
Estou agradecendo também porque este blog começou simplesmente como uma proposta de atividade de aula. Para quem não sabe, escrevo este site para uma disciplina chamada Jornalismo Digital da minha faculdade de Jornalismo. Mas o retorno dos visitantes e a diversão de produzir o RR estão sendo tão inesperados e superando minhas expectativas que pretendo continuar com a produção deste blog mesmo após o término das aulas.
Além de agradecer às visitas e receptividade só posso dizer que continuem visitando porque a tendência é que o material veiculado por aqui melhore. E muito. Em breve, entrará no ar uma série de textos sobre os sites indicados na coluna ao lado (que não estão aí por acaso) e outras matérias sobre comportamento e cultura. Afinal, esta é a verve do RR.
Ah, para quem descobriu o Raciocínio recentemente navegem pelo histórico que lá tem muita coisa legal.
A imagem que ilustra este post é a mesma que aparecere no blog Change Of Times, produzido pela Paty Nindë. Visitem: http://ninde.blog.uol.com.br
Novamente, obrigado a todos os visitantes.
Escrito por Khêder Henrique às 20h54
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Khêder Henrique

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Março - 2004

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