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 "Ninguém é tão grande que não possa aprender, nem tão pequeno que não possa ensinar."  

 Autor desconhecido


Jornalismo é... : Resenha

O livro discute temas importantes que envolvem a profissão Jornalismo

Imagem: http://www.heise.de/ct/Redaktion/cm/reporter.jpg

Discutir o jornalismo e seus meandros sempre foi necessário. A imprensa periódica possui tal presença frente a sociedade que é também chamada de quarto poder. Pois possui uma força capaz de mudar pensamentos e, da mesma forma que pode ser feito com ética, pode ser utilizado de forma indevida. Essa importância precisa de estudo e, por isso, livros que abordem o assunto e tragam novas idéias para discussão são sempre bem-vindos.

Recentemente, li um livro chamado Jornalismo é..., publicado por meio de uma parceria entre a Associação Brasileira de Imprensa e a Associação Brasileira de Anunciantes. Ele ambiciona - como o título sugere - definir alguns conceitos da profissão, através da apresentação das experiências de conhecidos jornalistas, para o estudante recém-ingresso na faculdade. E é justamente a escolha deste público alvo que estraga vários textos do livro. Porque parece que alguns escritores ficaram acanhados em escrever ou não sabiam exatamente o que dizer para um leitor muito jovem e ainda longe da realidade do jornalismo.

A obra possui 16 autores que debatem temas ao relembrar vivências pessoais. Postos lado a lado é impossível não compará-los. Assim, temos acesso a textos muito bem escritos e artigos medíocres. O número de assuntos tratados é diverso, por isso aparecem abordados de forma superficial.

Com esta estrutura, o livro percorre um caminho que alinhava diversos assuntos para se pensar. Lillian Witte Fibe aborda a questão da diferença gritante entre mercado de trabalho e faculdade assim como a falta de semelhança entre o jornalismo impresso e o televisivo. Zuenir Ventura comenta a importância da vivacidade de um texto, daí a necessidade do repórter ir para a rua e não ficar trancado na redação dando telefonemas. É preciso viver a notícia.

Boris Casoy considera imprescindível o repórter dar sua opinião sobre determinado assunto e critica os outros profissionais da área que não fazem o mesmo quando omitem o próprio julgo. Desta forma, ele critica a mídia de hoje assim como Sandro Vaia e Ricardo Noblat.

O melhor texto do livro, em minha opinião, é o de Diléa Frate com uma grande margem. Ela "raciocina sobre o poder e os perigos da comunicação e da mídia na sociedade moderna" no texto mais denso e reflexivo do livro sem ser enfadonha. Diléa aponta, no texto "Temos os olhos cortados", o mundo cheio de atrações onde vivemos que nos distanciam da reflexão e da percepção de que existem sim pessoas e indústrias prontas para usar o quarto poder em proveito próprio.

Da mesma forma que temos um ótimo texto como o apontado acima, a obra traz verdadeiras bobagens. Sonia Racy e Célia Pardi, em seus textos, parecem dialogar com um leitor mentalmente retardado, de quem exigem pouco ou quase nada em artigos que querem mais dar as boas-vindas aos futuros jornalistas do que propriamente discutir algum tema relevante.

Assim, temos uma obra que não possui um padrão na qualidade em todas as suas páginas. Mas, que diverte porque mescla temáticas importantes para estudantes e profissionais da área e demais interessados com histórias de gente que possui anos de profissão. Um atrativo maior para quem possui pouca experiência neste meio.


Não considero uma leitura obrigatória, mas é um interessante painel que deveria ser apreciado por jovens que pensam em cursar a faculdade de jornalismo ou pessoas que acabaram de ingressar no cotidiano deste dinâmico curso. Uma leitura para primeiro ano da faculdade.



 Escrito por Khêder Henrique às 22h35
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Sites interessantes: Smallville

Este é o primeiro post de uma série que trará textos sobre os blogs e sites que indico no RR para acesso. São páginas que considero interessantes e, neste espaço, pretendo explicar porque elas merecem a visita de qualquer um de nós.


O três protagonistas da série são notícia no blog do Calling

Imagem: http://www.tradercracks.com/news/pics/Inkworks/Smallville_Season1/smallville.jpg


Smallville é um dos seriados de TV com os maiores índices de audiência na atualidade. Assim como a onda de filmes de super-heróis que estão revitalizando e modernizando os ícones da Marvel, a maior editora de quadrinhos dos EUA, Smallville está dando um novo fôlego a mitologia do maior super-herói de todos os tempos: o Superman. Encontrar informações na Internet sobre a série pode até ser fácil, mas achar as mais interessantes e, o mais importante, as mais confiáveis é complicado. Por isso, aqui vai a nossa dica para acessar o blog Smallville.


A página é produzida Antonio Carlos, mais conhecido como Calling (é assim que ele assina as mensagens que ele escreve), que estuda Hardware e trabalha com WebDesign. Ele tem 16 anos e gosta de andar de skate, jogar basquete, ouvir música e sair. Obviamente, adora a série e decidiu produzir uma página com notícias para manter os fãs informados.


Smallville, para quem nunca ouviu falar, é um seriado que atualmente está em sua terceira temporada e conta as aventuras do adolescente Clark Kent, o futuro Superman. Na série, ele não voa e não usa aquele famoso uniforme. Ao invés disso, Clark lida com as mudanças vindas com a puberdade e usa seus crescentes “poderes para enfrentar complicadas situações”.


O blog Smallville entrou no ar no início de abril de 2004 e está entre os blogs mais legais indicados na página principal do UOL Blog.


Calling indica, em seu blog, outras páginas sobre a série incluindo os sites oficiais dos astros principais da série como Tom Welling (Clark Kent), Kistin Kreuk (Lana Lang) e Michael Rosenbaun (Lex Luthor).


Visitem: http://smtc.zip.net/


Aproveitando a oportunidade, eu queria sugerir como leitura, para quem gosta e não gosta de Smallville e até para o próprio Calling, um texto de autoria de Fábio Yubi publicado no site Omelete (outro dos indicados aqui no RR), na época de lançamento da primeira temporada do seriado em DVD, explicando o sucesso da série e porque Clark Kent e Lex Luthor são homens do amanhã (Nota: entre seus “apelidos” o Superman é conhecido como Homem de Aço e Homem do Amanhã).  Confira o texto aqui.



 Escrito por Khêder Henrique às 15h43
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A paixão de Cristo: Review

Jesus Cristo é interpretado pelo ótimo ator Jim Caviezel

http://www.omelete.com.br/imagens/cinema/news/passion/poster2p.jpg

Eu tenho um tio - uma das pessoas mais inteligentes que conheço, diga-se de passagem - que se auto considera "um fã incondicional daquele cabeludo". Quando ele diz isso, está se referindo a ninguém menos que Jesus Cristo. Quando falamos esse nome, uma série de informações passam pelas nossas cabeças, pois trata-se de alguém que, certamente, já ouvimos falar.

Talvez seja por esta razão que o diretor Mel Gibson tenha resolvido começar a contar a saga daquele homem a partir da traição de Judas e seguindo em diante narrando suas 12 últimas horas de vida em seu mais recente filme: A paixão de Cristo.

Aí está, ao mesmo tempo, o grande trunfo e defeito do filme. Ele é diferente de seus predecedores em sua abordagem, mas é necessário, de antemão, conhecer a saga de Cristo antes de assistir a paixão.

A censura do filme é de 14 anos. Imagine um jovem nesta faixa etária que ainda não tenha feito catecismo ou seja de outra religião e tenha tido pouco contato com o legado católico. Sem mencionar os ateus. Esse público sairá do cinema sem uma visão geral da obra.

Por que? O nome de Maria Madalena não é citado nenhuma vez durante as mais de duas horas de projeção do filme, por exemplo. Nem é explicado quem é ela. Aliás, ela pode ser considerada até uma participação especial.

Irônico que minha cena preferida do filme é justamente uma lembrança desta personagem. A câmera está próxima ao chão e vemos um pé pisando forte no chão (neste momento os efeitos sonoros estão mais altos que o habitual) e uma mão (da mesma pessoa) risca o chão com o próprio dedo levantando poeira. Várias pessoas distantes jogam pedras que ostentavam nas mão no chão. E uma mão se aproxima e agarra o tornozelo de quem aparecera antes que era Jesus. Então, percebemos que estávamos olhando a cena através dos olhos de Maria Madalena que estava caída no chão. Na Bíblia, esta é aquela famosa passagem que Jesus proclama: "Quem nunca pecou que atire a primeira pedra".  Ele não fala isso no filme, eu sei porque já sabia disso anteriormente.

O filme é uma versão violentíssima da saga de Cristo

http://aztlan.net/the_passion.jpg

O Jesus deste filme é interpretado pelo ator Jim Caviezel (o Edmond Dantes, do bacana O Conde de Monte Cristo, filme baseado na obra do fabuloso Alexandre Dumas, o autor pai dos Três Mosqueteiros). Jim interpreta um Jesus mais humano, que sente medo e tem dúvidas, tornando-o, assim, uma figura mais próxima de nós. Diferentemente, de outras séries e películas que mostram um homem perfeito que sai por aí fazendo milagres como acontece em 8 de cada 10 filmes sobre Cristo.

Mais um ponto a favor do filme é que ele é falado em Aramaico (a língua que Jesus falava) e isso ajuda na ilusão. É estranho ver Jesus falando Inglês. Seria o mesmo que acontece naquelas séries da Globo, onde atores cariocas interpretam papéis de paulistanos e o resultado obtido é horrível. Pois não dá para acreditar.

O filme é bom? Sim. Muito. Mas é importante lembrar que ele é dirigido por um católico fervoroso. Ou seja, a história enaltece a figura de Jesus e o dá capacidades para realizar o que um ser humano comum não suportaria. Já contradizendo algo que uma amiga minha me disse: "é impossível um homem sobreviver a tudo aquilo."

Isso fica claro quando imaginamos um diretor ateu produzindo um filme sobre Cristo. Talvez ele fosse capaz até de imprimir um caráter cômico aquela história tão trágica.

Ah, e prepare-se para um banho de sangue porque o filme é fortíssimo no quesito violência.

E quanto a polêmica sobre o anti-semitismo. Pura besteira. Como outros já disseram "ninguém disse que ele é anti-romano". Sinceramente? Se planejada, esta foi uma grande campanha de marketing que todo diretor gostaria de atrair: a propaganda gratuita propalada pelo burburinho causado pelos espectadores.



 Escrito por Khêder Henrique às 21h35
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   Khêder Henrique

 

 

 

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 Blog sobre cultura e comportamento produzido por Khêder Henrique

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