Batman Begins: primeira foto do Cavaleiro das Trevas

Esse sim é um verdadeiro Cavaleiro das Trevas
Imagem: http://www.omelete.com.br/imagens/cinema/news/batman_begins/batman_color.jpg
Finalmente teremos um filme do Batman decente?
Para fechar a semana, podemos ficar animados com a possibilidade da resposta para a questão acima ser afirmativa.
A primeira foto do Batman é sombria como nos quadrinhos e isso mostra que, por incrível que pareça, a Warner se tocou e fará uma adaptação digna de um dos maiores ícones dos comics.
Se a produção for semelhante a um Homem-Aranha já está de muito bom tamanho. Mas a resposta só saberemos, em definitivo, em 2005, quando o filme está previsto para estrear.

O alter ego milionário do herói mascardo, Bruce Wayne
Imagem: http://www.omelete.com.br/imagens/cinema/news/batman_begins/bruce.jpg
A produção é dirigida por Christopher Nolan com roteiro de David Goyer. O filme chama-se Batman begins e tem no elenco Christian Bale (Batman/Bruce), Ken Watanabe (Ra´s Al Ghul, o vilão), Michael Caine (o mordomo Alfred), Katie Holmes (uma amiga de infância de Bruce), Liam Neeson (o mentor de Bruce - Henri Ducard), Gary Oldman (o detetive e futuro comissário James Gordon), Tom Wilkinson (o mafioso Don Falcone), Rutger Hauer (um executivo das Indústrias Wayne) e Morgan Freeman (Lucius Fox, encarregado das Indústrias Wayne).
Escrito por Khêder Henrique às 21h48
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Muitas sugestões de leitura
“Bons companheiros” traz ótimas sugestões de leitura
http://www1.folha.uol.com.br/revista/images/cp11042004.jpg
A matéria de capa da Revista da Folha, suplemento de domingo do jornal Folha de S. Paulo, do dia 11 de abril, trouxe como conteúdo uma seleção de 50 obras literárias sugeridas por autores renomados para serem lidas em diferentes situações.
Os momentos propostos para a enquete são o que ler “na hora da paixão”, como “antídoto contra a depressão”, “se faltar fé na humanidade”, “quando é preciso rir” e “para seduzir alguém”.
As respostas são muito variadas já que foram entrevistados “dez escritores de perfis e estilos diversos”. Assim os gêneros apontados vão desde “clássicos da literatura mundial a poesia, quadrinhos e ensaios filosóficos”.
Os autores convidados para essa rica lista de livros para leitura são Adriana Lisboa (autora de “O Beijo da Colomina”), Alain de Botton (“Ensaios de Amor”), André Sant'Anna ("Os Cem Melhores Contos Brasileiros"), Antonio Bivar ("Yolanda", a biografia de Yolanda Penteado), Bruno Zeni ("O Fluxo Silencioso das Máquinas"), Evandro Affonso Ferreira (“Araã!), José Sarney ("O Dono do Mar"), o famoso cartunista Laerte, Márcia Denser ("Toda Prosa") e Moacyr Scliar ("O Centauro no Jardim").
Há respostas óbvias como ler a obra "Romeu e Julieta", de William Shakespeare, “na hora da paixão” ou uma sugestão interessante (até curiosa) como ler "1984", de George Orwell, “se faltar fé na humanidade”.
A matéria “Bons companheiros”, Tereza Novaes, pode ser lida no site da Revista da Folha, porém o conteúdo é restrito a assinantes do provedor UOL ou do jornal Folha de S. Paulo.
Os livros sugeridos para leitura podem ser encontrados em sebos ou nas livrarias Siciliano, Saraiva ou Livraria Cultura.
Escrito por Khêder Henrique às 10h12
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Sites interessantes: Anos Dourados

Anos Dourados é produzido pelo Mestre Yoda
Imagem: http://mertodisney.blig.ig.com.br/imagens/yoda.gif
Lembrança é a atração principal do blog Anos Dourados, produzido por um aluno de Jornalismo que prefere ser chamado de Mestre Yoda.
Anos Dourados “pretende falar de coisas que já fizeram sucesso e voltam a ser assunto nos dias de hoje”, o que demanda muita pesquisa.
Assim como o RR (que vc está lendo) e o Blecaute-RG, Anos Dourados é produzido para uma disciplina da faculdade de Yoda chamada Jornalismo Digital (Yoda é meu colega de classe também. Olha o jabá!).
Mestre Yoda gosta de “ler, ouvir música e andar de kart” e odeia “ficar sem fazer nada”.
O blog está no ar desde a “data estelar 03/2004” (março de 2004).
Além de Anos Dourados, Mestre Yoda é responsável por outra página: o Metô Disney (outra página sugerida por este blog) que revela os bastidores podres da instituição onde estudamos: a Universidade Metodista de São Paulo. Curiosidade: na Metodista, o acesso a Internet é controlado por uma rede, na qual podem bloquear certos sites. Sites pornôs, de jogos, chats, etc. E bloquearam o Metô Disney!!!
Visitem: Anos Dourados
Visitem também: Metô Disney
Não deixem de conferir os “posts” sobre a Alpharrabio Editora, postado na Terça-feira, 06 de abril de 2004 e os textos sobre os blogs Smallville, publicado na Quinta-feira, 22 de abril de 2004 e Blecaute-RG, escrito na Terça-feira, 27 de abril de 2004.
Escrito por Khêder Henrique às 09h35
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Mangá: Rurouni Kenshin

Existe uma grande diferença de personalidade entre Kenshin e o retalhador
Imagem: http://www.kettman.com/pics/rurouni17.jpg
O mangaká Nobuhiro Watsuki criou, em 1994, o mangá Rurouni Kenshin (Andarilho Kenshin) que narra as crônicas de um samurai desgarrado chamado Kenshin Himura.
Esse misterioso espadachim tem um passado sombrio: no conturbado período do "Bakumatsu, que marcou o final do regime de xogunato no Japão, ele foi um monarquista que retalhou centenas de inimigos em nome do Imperador". Isso seria, para nós ocidentais, algo parecido com o fim do Feudalismo.
Essa matança toda deu a Kenshin a alcunha de Battousai (o Retalhador). Ele, literalmente, retalhava quem atravessava seu caminho. Só que ele fazia isso acreditando que dias melhores logo chegariam. Porém, essa espera levou anos e, nesse tempo, inúmeras vidas pereceram ante a espada do homem.
Arrependido dessa vida ele jurou nunca mais matar alguém e passou a vagar pelo Japão com uma sakabatou (uma espada de lâmina invertida), quer dizer, uma espada que não pode ferir ninguém mortalmente já que sua lâmina é cega (não corta). A única pessoa que ele pode cortar é a si próprio, já que o lado afiado fica apontado para ele durante uma luta.
A série é feita para garotos e traz muita ação e aventura numa história sobre coragem, culpa e superação dos desafios. É uma série da qual gosto muito tanto pelos desenhos como pelos roteiros. Logicamente, temos batalhas absurdas com samurais que praticamente podem voar. O estilo de luta do Kenshin, o Hiten Mitsurugi é sobre humano, mas muito divertido. Aliás, o próprio autor da série já fez aulas de esgrima e variantes, então, vez ou outra, durante as lutas temos explicações de como uma batalha com espadas funciona.
E por se passar na época do Japão feudal a série é rica em pesquisas tanto para a produção dos cenários como nas referências a importantes personagens da história oficial japonesa.

A cicatriz na face esquerda é uma peça chave na trama
Imagem: http://www.kettman.com/pics/samuraiX.jpg
O mangá se inicia com a chegada de Kenshin a Edo (atual Tóquio), onde ele se envolverá em confusões que o manterão no Dojo Kamiya, onde a jovem Kaoru Kamiya dá aulas de espada.
Nesse dojo, passarão a viver o ex-trombadinha e aspirante a espadachim Yahiko Myoujin e o lutador de aluguel Sanosuke Sagara, um jovem criado por um líder militar morto por monarquistas (o que o joga contra Kenshin, no início da história).
Estes 4 personagens formam o elenco principal da série que fez enorme sucesso no Japão e também no Brasil. Por aqui, as aventuras do ex-retalhador foram publicadas pela Editora JBC em 56 volumes que já se encerraram. Mas as edições publicadas podem ser adquiridas através do site da editora, em sebos ou eventos de quadrinhos.
Ah, sim. Quase me esqueci. No ocidente, deram um título horrível para a série: Samurai X. Em virtude da cicatriz em forma de cruz que o protagonista possui na face esquerda. Enfim, é só um nome ocidentalizado. O que realmente importa é o conteúdo que vale muito a pena.
Escrito por Khêder Henrique às 21h19
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Os olhos grandes dos personagens mangáticos aumentam sua expressividade
Imagem: http://www.rannva.dk/Images/Tegning-galleri/images/eye.jpg
No Brasil, mangá é apenas o termo que designamos para nos referirmos às histórias em quadrinhos produzidas na terra do sol nascente, o Japão. Porém, a história do mangá se confunde com a própria história daquele país.
Diferentemente dos comics (quadrinhos americanos) a narrativa é mais cinematográfica, o movimento e a ação são mais presentes, há uma grande preocupação com o desenvolvimento da personalidade dos personagens e estes são bem estilizados. Não há a preocupação em fazer um desenho próximo do real.
Os personagens podem ser retratados como crianças em momentos descontraídos, suas cabeças aumentam quando estão nervosos (como num desenho animado), os famosos olhos dos personagens mangáticos são grandes adquirindo com esta característica uma expressividade bem maior.
Outra característica marcante deste estilo de HQ é que as histórias produzidas para este gênero possuem começo, meio e fim. Isso reflete um pouco da cultura japonesa (os japoneses acreditam em ciclos da vida, tudo que possui um começo, possui um fim). Desta forma, os mangakás (autores de mangás) evitam um desgaste natural dos personagens e suas criações não perdem o rumo e vivem aventuras bobas em histórias estapafúrdias (como muito super-herói por aí).
O termo mangá foi criado, em 1814, por um artista chamado Katsuhika Hokusai (1760-1849). Mangá nada mais é do que uma palavra que une dois ideogramas japoneses: “MAN” (irrisório) e “GA” (Imagem). Enfim, o sentido da palavra não poderia ser traduzido para história em quadrinhos, mas para cartoon, caricatura, ou seja, uma ilustração engraçada.
Vários títulos de mangá já foram publicados no Brasil. Atualmente, esse gênero desfruta de um sucesso entre os leitores de HQs. As principais editoras que publicam mangá, no país, são a Conrad Editora, Ediotra JBC, Panini Comics, Mythos Editora e Animanga.
Para saber mais:
Portal Mangá Xplosion
O que é mangá?
Escrito por Khêder Henrique às 10h33
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Dando prosseguimento à série de textos sobre blogs e sites indicados aqui no RR, vamos falar sobre uma página com uma proposta semelhante a do Raciocínio, mas ainda assim, diferente.

O livro de Marcelo Rubens Paiva, Blecaute, dá nome ao blog de cultura com identidade
Imagem: http://www.livrariasaraiva.com.br/imagem/imagem.dll?pro_id=141655&tam=2
O Blecaute-RG é um blog produzido por dois alunos de Jornalismo da Universidade Metodista de São Paulo (eles são meus colegas de classe). Eles são o Gustavo Tesch, mais conhecido como Gus, e Rafael Issa, vulgo Rafanarquia. Ambos possuem 21 anos.
A página entrou no ar no final do mês de março de “dois mil e quatro depois de Cristo”, nas palavras do Rafael e, segundo o Gus, tem como objetivo "criar uma discussão sobre cultura, mais especificamente sobre cinema, música, HQs, literatura e televisão. Bom, até agora, como os comentários não chegaram, a discussão não começou."

Anne Rice: a escritora de Entrevista com o vampiro é uma das preferidas de Gus
Imagem: http://www.lestats120minutes.com/IMAGES/Dead-anne-th.jpg
Os dois gostam muito de ler (as escritoras preferidas do Gus são Anne Rice, autora de “Entrevista com Vampiro”, e Marion Zimmer Bradley, autora de “As Brumas de Avalon”). E foi da literatura que veio a inspiração para dar nome ao blog. Blecaute é um nome de um livro lido pelo Rafael, de autoria de Marcelo Rubens Paiva, que narra a história de três amigos que descobrem ser os únicos seres vivos do planeta (acho que vou ler esse livro, hein?). O RG é a sigla dos nomes dos produtores do blog: Rafael e Gustavo. Também é uma referência ao documento de identidade que todos possuímos e acrescenta a idéia de identidade ao blog. Um blog sobre cultura com identidade.
Gus gosta de escrever, escutar musica, ir ao cinema, colecionar cards dos X-Men e da Marvel em geral, rir à toa, pintar paredes, jogar basquete, beber caipirinha e odeia trabalhar com construção, ler o caderno de economia dos jornais, cumprimentar alguém por obrigação, falsidade, pescar, limpar piscina e Russel Crowel.

Legião Urbana é música para os ouvidos de Rafael
Imagem: http://www.legiao4ever.hpg.ig.com.br/legiao%20cd%201.jpg
Rafael gosta de tocar guitarra, ir ao cinema "quando rola uma grana", comer e dormir. Odeia "conversar com gente metida a besta (sobretudo intelectuais hipócritas). Daqueles do tipo que acha todo mundo idiota, manja?"
Ambos não estão trabalhando e aceitam ofertas de emprego.
O blog é uma atividade desenvolvida para uma disciplina chamada “Jornalismo Digital” da faculdade dos dois. Portanto, o principal objetivo da página é tirar uma boa nota (rs). Brincadeira. O Gus sempre quis fazer um site ou algo do tipo e surgiu esta motivação: um exercício para aula. Mas uma atividade acadêmica que eles estão fazendo com prazer por tratarem de temas que gostam de debater.
Visitem: Blecaute-RG
http://blecaute-rg.blog.uol.com.br
Aproveite e confira o blog Smallville, do Calling, sobre o famoso seriado de TV. Se vc ainda não leu, aproveite para dar uma olhada na matéria sobre Smallville no post de Quinta-feira, dia 22 de Abril de 2004.
Escrito por Khêder Henrique às 07h34
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Kill Bill Vol. 1: Review

Estragar o casamento de uma assassina profissional não é uma boa idéia
(Eu adoro essa imagem)
Imagem: http://www.omelete.com.br/imagens/cinema/news/kill_bill/killbill_vol2_thebride.jpg
É estranha a expectativa que cria-se quando vamos assistir a um filme onde a principal atração é o seu diretor e não a narrativa em si. Todo trailer e outdoor estampam “o 4º filme de Quentin Tarantino”. E quem não conhece seu trabalho se pergunta: Mas o que esse cara tem demais?
Certamente, eu não sou a pessoa mais indicada para dizer. Por isso indico uns textos abaixo para quem quiser se informar, mas assistindo a Kill Bill, seu mais novo filme, já temos uma pista grande de quem é a figura.
Kill Bill conta a história de Mamba Negra (Uma Thurman), uma assassina profissional ex-integrante do grupo das Víboras Mortais – uma equipe chefiada pelo mencionado Bill do título – , que é traída pelo chefe e pelas colegas de trabalho bem no dia em que iria se casar. Todos os convidados são mortos e a Noiva leva um tiro na cabeça. Porém, ela não morre. Ela entra num coma de 4 anos e acorda irada com o único propósito de matar Bill. Ah, detalhe: no dia do casamento, quando ela levou um tiro na cabeça ela estava grávida. Quer dizer, ela não quer vingança apenas pela traição, mas também pela morte do noivo e da filha.
Inexplicavelmente, toda vez que seu nome verdadeiro é pronunciado um som de censura é posto no ar (sabe aquele “piii”?) e na legenda no lugar do nome aparecem dois traços: --. Não faço idéia do porquê disso. Mas já li que o nome verdadeiro dela é revelado na segunda parte. Para quem não sabe, o filme foi dividido em duas partes devido ao seu tamanho. Por isso é difícil falar da trama quando apenas visto pela metade.
Pela sinopse já dá para perceber que não há uma grande história. O filme, na verdade, é sustentado pelos cativantes personagens e a forma como a história é contada. Ou montada. A película é dividida em capítulos que não seguem uma linha temporal contínua (complicado?) (rs), ou seja, as informações são reveladas em pequenas doses fora de ordem. Em um momento, estamos no presente, de repente, voltamos ao coma da protagonista, depois vamos para o futuro e, em seguida, o passado de uma das vilãs é revelado. Enfim, você entende tudo se prestar atenção porque este não é um filme de ação em que não precisamos pensar.
Tenho que dar o braço a torcer para o diretor que monta um espetáculo muito agradável para se assistir. Os cenários são muito bonitos, as músicas são legais e são colocadas nos momentos precisos, os closes dos rostos e olhos dos personagens possuem uma importância que Tarantino sabe utilizar. Outra questão muito importante: o filme possui inúmeros cenas de luta e, por incrível que pareça, não cansamos delas. Elas são super bem coreografadas e são mais críveis do que a luta entre Neo e os Agentes Smiths em Matrix Reloaded já que não há recursos em computação gráfica. Ou seja, todos os 88 Yakuzas que a Noiva enfrenta numa cena de quase 30 minutos são atores de carne e osso.

Diretor com cara de maluco
Imagem: http://www.omelete.com.br/imagens/cinema/artigos/quentin_tarantino/tarantino.jpg
Kill Bill é um filme para entreter e pronto. Seu diretor é um declarado fã da cultura pop em geral e muita coisa entra em seu filme como referência. Sejam as máscaras dos Yakuzas que lembram o Besouro Verde, as lutas com espadas que remetem aos mangás de samurais e ao anime, o desenho animado japonês. Aliás, a seqüência em que é narrada a história de O-Ren Ishii, também conhecida como Boca de Algodão (Lucy Liu) é toda produzida em desenho animado (com muita qualidade e tão violento quanto o resto do filme).
Não posso deixar de mencionar o mote do filme: a vingança. É uma referência clara áqueles antigos filmes de kung fu. Coisas do tipo, “mataram meu pai, eu o vingarei” ou “a morte do meu irmão não ficará impune”. A primeira imagem do filme é os dizeres “a vingança é um prato que se come frio”. Por favor, existe ditado mais utilizado para se falar de vingança como este? Isso deixa claro também como o desejo de vingança que motiva a protagonista é um pretexto já tão gasto em filmes (clichê mesmo!) que já virou carne de vaca. Trata-se de uma premissa simples para mergulhamos na vida de personagens interessantes e, em muitos momentos, parece mais como uma desculpa para vermos socos, chutes e muito sangue na tela. E haja sangue! O filme é violentíssimo. A censura é 18 anos.
Outra característica legal é que, com exceção de Bill, praticamente todos os personagens principais são mulheres. É preciso dizer que se a Mamba Negra fosse um homem, muito da dramaticidade do filme se perderia. Inclusive pela questão de ela ter sido pega de surpresa em seu casamento grávida. São alguns elementos que não fariam sentido para um homem vingativo. É engraçado pensarmos às vezes por que Harry Potter não é uma garota? Por que nas histórias clássicas o cavaleiro salva a princesa e não o contrário? Ou uma amazona salva um príncipe? Sendo que uma mulher pode dar conta de situações tão complicadas quanto um homem.
Além do que, numa ficção, como se trata de uma história inventada que é narrada num livro ou filme, há a necessidade de uma demonstração de sensibilidade grande para comover o leitor ou espectador. Se as mulheres são mais sensíveis e demonstram suas sensações com mais vigor e força, por que relegá-las aos papéis as personagens secundárias?
Outra característica do filme é que ele possui momentos exagerados (as famosas barras forçadas) que nos lembram de que aquilo é apenas um filme. Aliás, parece que o diretor gosta de nos lembrar disso.
Para atiçar a curiosidade e fazer a gente assistir a segunda parte muita coisa é mantida em segredo, inclusive o motivo que fez Bill e as Víboras Mortais acabarem com o casamento da Mamba Negra. Kill Bill Vol. 1 termina com uma surpreendente revelação que nos faz até pensar se a Noiva levará sua vingança até as últimas conseqüências.
Esse é o maior defeito do filme. Ele foi “quebrado” em dois. Ele termina no meio. E será duro esperar pela seqüência que está prevista para chegar ao Brasil apenas em Outubro.
Para saber mais:
Biografia de Quentin Tarantino publicada no Omelete
Escrito por Khêder Henrique às 10h59
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Khêder Henrique

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