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 "Ninguém é tão grande que não possa aprender, nem tão pequeno que não possa ensinar."  

 Autor desconhecido


Comportamento: Gírias demais


Às vezes precisamos ter cuidado com o que sai de nossas bocas

Imagem: http://www.mundobelleza.com/Consejos%20belleza/cara/Protectores503/labios.gif


Hoje é sexta-feira. Dia de post sobre comportamento, dia de opinar, criticar e oferecer pontos de vista. Hoje, um tema que, certamente, deve mexer com muitas pessoas: o uso das gírias.

Segundo o Dicionário Michaelis, basicamente, gírias são uma linguagem especial usada por certos grupos sociais. Não chegam a ser termos técnicos, mas um conjunto de palavras mais comumente utilizadas entre determinadas pessoas. E aqui está o grande problema: são palavras comuns entre DETERMINADAS pessoas. E as demais? Como ficam? As gírias podem ocasionar sérios problemas de comunicação.

Existem pessoas que adotam as gírias de tal forma em seu cotidiano que as utilizam constantemente, o que restringe seu vocabulário e as afastam do uso das palavras correspondentes da Língua Portuguesa. Isso pode se tornar grave quando o uso exagerado começa a afetar a escrita. Um texto com muitas gírias torna-se feio e, em determinadas situações, é inaceitável.

Tenho uma amiga, por exemplo, que não fica 5 minutos sem dizer "ninguém merece". Se bem que esta expressão seria mais um bordão do que propriamente gíria. O mesmo acontece com o difundido "pode crer" ou o habitual "falou". Porém, acho que podemos considerar gírias se há um correspondente na gramática da língua. Um "pode crer" poderia virar um "você tem razão", sem problemas. Ou "falou" possuiria a mesma finalidade que um "tchau" ou um "adeus".

Algo perigoso é a pessoa se viciar nas gírias e nem pensar mais que fala gírias. Outro dia, uma amiga minha, por exemplo, mandou um e-mail para o chefe dela, no qual ela escreveu os termos "bombando" e "muvuca". Eu disse que, como ela estava falando com o chefe dela, ela deveria escrever um texto mais formal e evitar o uso de gírias. Ela rebateu na hora: onde estão as gírias? Discutimos, mas ela não se conformava de que "muvuca" ou "bombar" são gírias. "Muvuca" e "bombar" podem ser sinônimos de confusão ou agitação. Para mim, ambos os termos não são formais. São gírias.

Não estou aqui para condenar estas expressões, mesmo porque seu uso não é proibido. Falamos muitas sem perceber, mas devemos prestar atenção a elas e saber o que elas são. E, mais importante talvez, saber o momento adequado para utilizá-las. As pessoas com as quais conversamos não são obrigadas a conhecer essas palavras, portanto, é fácil criar "ruídos de comunicação" e não sermos compreendidos. É importante possuir um vocabulário extenso para não ficar se repetindo (leitura ajuda nisso) e a gíria caminha no sentido contrário no momento em que ela se restringe aos mesmos termos e a um determinado grupo que a compreende. Fora deste grupo, certamente, não seríamos ouvidos.

Usar gírias? Sim, por que não? Mas com cuidado e limites.


Dê sua opinião. O que você acha das gírias? Você as utiliza com freqüência?

PS: Estou tentando padronizar os dias em que coloco determinados assuntos no ar. Assim, estou tentando me organizar para toda sexta-feira lançar um post sobre comportamento no ar. São posts com conteúdo mais amplo, os quais todos podem (e deveriam) comentar. Particpe! 



 Escrito por Khêder Henrique às 20h43
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Literatura: Coleção A Obra-Prima de Cada Autor

Drácula, de Bram Stoker, é obra integrante da coleção

Imagem: http://www.siciliano.com.br/capas/8572325700.gif

Incentivar o hábito da leitura é uma atividade que todos deveriam praticar. E qualquer atitude nesse sentido merece meu respeito. Este post aborda um exemplo desse exercício de cidadania: a coleção A Obra-Prima de Cada Autor da Editora Martin Claret.

Esse projeto editorial disponibiliza no mercado grandes obras da literatura geral escritas por autores renomados a preços acessíveis. Os gêneros são diversos e a coleção (que ainda está sendo publicada) conta com mais de 400 títulos. Todos os volumes possuem formato de bolso e texto integral.

As obras da coleção são divididas em duas partes: a Série Prata (com menos de 400 páginas e preços em torno de R$ 8,00) e a Série Ouro (volumes com mais de 400 páginas com preços por volta de R$ 16,00).

A coleção completou 4 anos de existência em março de 2004. Foi iniciada com as obras Dom Casmurro (Machado de Assis), O Príncipe (Maquiavel), Mensagem (Fernando Pessoa) e O Lobo do Mar (Jack London), em 2000. Há uma periodicidade mensal entre os lançamentos.

Integrando a coleção, existem diversos títulos conhecidos. Mesmo que não os tenha lido, certamente, você já ouviu falar neles. Como o nome sugere, a obra-prima de vários autores é publicada, mas, por pedido de leitores, outros trabalhos (além da obra-prima) de alguns escritores estão sendo incluídos na série. Os citados Frankenstein, de Mary Shelley, e  Drácula, de Bram Stoker, no post desta Segunda-feira, 17 de maio de 2004, no RR, por exemplo, fazem parte da coleção.

A lista completa das obras pode ser conferida pelo site da editora: www.martinclaret.com.br. Porém, esta página não faz jus à editora. Como disse a assessora de imprensa da editora a mim: "aquilo não é um site, é uma porcaria que foi colocada no ar". Vale apenas pela relação das obras. É algo provisório que será reformulado. A editora foi fundada em fevereiro de 1978, mas o site é bem mais recente.

Visite o site: www.martinclaret.com.br ou ligue para a Editora Martin Claret através dos números 3672-8144 (telefone) ou 3673-7146 (fax).



 Escrito por Khêder Henrique às 21h14
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Histórias em Quadrinhos: Marvel Max - Parte 2: Poder Supremo

Esta é a segunda parte que aborda as séries de sucesso publicadas todos os meses na revista Marvel Max, da Panini Comics.

Nesta segunda e última parte, Poder Supremo, de J. M. Straczynski.


Capa de Abril de Marvel Max é dedicada a Poder Supremo

Imagem: http://www.paninicomics.com.br/img/collanaNews/354.jpg

Esta série é uma releitura do Esquadrão Supremo, uma equipe de super-heróis que comporta-se como uma Liga da Justiça da editora Marvel. Assim, temos um personagem equivalente ao Batman, ou ao Flash e assim por diante.

O principal personagem seria o equivalente do Superman. Um bebê chega numa espaçonave a Terra e é adotada por um casal sem filhos que o encontram. Porém, o governo americano, também ciente da chegada da nave ao planeta, toma o menino para si e o cria como um filho dos Estados Unidos. Um casal (dois oficiais militares americanos) cria o menino como seu próprio filho, onde o rapaz é monitorado noite e dia por câmeras, numa casa isolada do mundo.

Assim, o jovem Mark Milton cresce sendo ensinado de que os Estados Unidos é o melhor lugar do mundo para se viver e coisas do gênero, o que garante um grande senso patriótico no garoto. Logo, ele servirá ao país, em missões militares valendo-se de seus incríveis poderes. Entre eles, voar, super-força, visão de calor e supervelocidade. Mas o que muitos não desconfiam é que um destes poderes é sua audição muito aguçada, o que dá margem para o garoto ouvir coisas que não deveria saber.

Mas da mesma forma que Mark, ou Hipérion (como ele é chamado depois que sua existência é revelada ao mundo), é especial. Outros seres semelhantes a ele também não poderiam existir?

J. M. Straczynski brinca com a origem do Superman e outros conhecidos ícones da DC Comics para nos apresentar uma história que possui um teor político acima da média dos quadrinhos. Não é uma questão simples: é certo um país usar um alienígena poderosíssimo como arma de guerra?

Outra questão muito legal da série é que Straczynski não nos revela tudo num fôlego só. O ritmo das histórias é lento e não sabemos se Mark é realmente tão patriótico e fiel aos EUA quando aparenta. Mesmo porque ele está ciente de algumas manipulações que sua vida sofreu desde a infância graças a sua super audição.

Essa história de super-heróis é levada a outro nível e os momentos em que personagens chaves do governo, exército e imprensa americanos levantam a hipótese de que seres iguais a Hipérion estejam caminhando por aí sem nosso conhecimento torna-se algo arrepiante.

A arte de Gary Frank é linda, mas não traz nada de extraordinário. Cumpre com seu papel. O artista domina seu traço e o cuidado que possui para retratar Mark nos diferentes momentos de sua vida é muito interessante. Nem é preciso o roteiro dizer que passou-se tantos anos desde a última edição, pois isso é perceptível pela arte.

E este é o segundo motivo para comprar a revista mensal Marvel Max, da Panini Comics, que recomendo totalmente.



 Escrito por Khêder Henrique às 22h56
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Histórias em Quadrinhos: Marvel Max - Parte 1: Alias

Neste e no post a seguir, eu abordo as duas séries que fazem da revista mensal Marvel Max uma das melhores publicações em quadrinhos que andam circulando pelas bancas brasileiras atualmente.

Nesta primeira parte, Alias de Brian Michel Bendis.


Capa da edição de maio de Marvel Max traz Alias

Imagem: http://www.paninicomics.com.br/img/collanaNews/378.jpg

A série em quadrinhos Alias conta a história de Jessica Jones, uma ex-super-heroína que trabalha como detetive particular. Os roteiros são assinados por Brian Michel Bendis e a arte fica a cargo de Michel Gaydos.

A premissa é simples: uma super-heroína aposentada que trabalha como detetive particular habitante do universo Marvel (casa do Homem-Aranha e X-Men). Mas Bendis faz desta idéia uma série que é puro entretenimento de altíssimo nível. Diálogos criativos, tramas bem amarradas e personagens interessantes são o fermento da série.

Jessica Jones não é o velho padrão de mulher que aparecem nos quadrinhos com um corpo estonteante que sai desfilando por aí. Trata-se de uma mulher com fibra e bastante fechada que só quer ganhar uma graninha para viver numa boa. Sente vergonha, é indecisa e muitas vezes contraditória. Enfim, uma pessoa comum. Ela poderia ser sua vizinha. E é exatamente esses atributos que a fazem uma personagem tão legal.

Lógico que só um bom personagem não faz uma série sozinho. Aí entram os roteiros que colocarão este personagem em situações que ele lidará de acordo com sua personalidade. Assim, Bendis joga Jessica em casos em que a moça investiga uma mulher que está tendo um caso com o Capitão América ou deve descobrir a identidade secreta do Homem-Aranha.

Bendis possui uma grande facilidade em escrever. Em uma história, por exemplo, nada acontece, são vinte páginas de diálogo entre a personagem principal e o homem que ela investiga. Um diálogo enorme que lemos num instante.

Outro ponto forte é a arte. Esta não é linda ou estupenda, mas cai como uma luva para a série. O traço de Gaydos é preciso, detalhado quando necessário e limpo quando exige o momento. Visualmente, a história nos é contada como um filme, o que denota o caráter cinematográfico do trabalho do artista.

Esta série é um forte motivo para comprar todo mês a revista Marvel Max, da Panini Comics. A outra razão apresentarei a seguir.



 Escrito por Khêder Henrique às 22h52
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Notícias de Cinema: Livros da Magia

Não há como negar as grandes semelhanças com Harry Potter

Imagem: http://www.omelete.com.br/imagens/quadrinhos/news/opera_graphica/livros1.jpg

O site Omelete informou na semana que passou que Livros da Magia, a mini-série em quadrinhos de Neil Gaiman publicada em 1990 pela DC Comics para o selo Vertigo, será adaptada para o cinema.

O estúdio responsável pelo vindouro filme é a Warner Bros. e os suecos Simon Sandquist e Joel Bergvall foram confirmados para a direção. Neil Gaiman será o produtor executivo, o que pode garantir certa fidelidade à série.

No Brasil, a história já foi publicada pela Editora Abril e teve, mais recentemente, uma nova edição pela editora Opera Graphica.

Livros da Magia narra a saga de Tim Hunter, um rapaz que possui um grande poder místico e está destinado a se tornar o maior mago de todos os tempos... se ele quiser. Então, os maiores ocultistas do universo DC (editora do Superman, Batman e cia) - John Constantine, Vingador Fantasma, Mister Io e Doutor Oculto - o procuram para ajudá-lo a compreender o poder da magia. Assim, em cada edição da mini-série (são 4 capítulos), o rapaz trilha uma jornada através do passado, presente, futuro e outras dimensões. Cada edição é desenhada por um artista diferente. São eles: John Bolton, Scott Hampton, Charles Vess e Paul Johnson.

Vale lembrar que Tim Hunter apresenta grandes semelhanças com Harry Potter. Além de ambos serem bruxos, os dois possuem uma coruja como companheira, usam óculos, são magros, possuem cabelos negros... Mas antes de falarem que Hunter é plágio de Potter, uma informação importante: Livros da Magia veio primeiro. Ninguém sabe dizer se J. K. Rowling conhecia essa série antes de criar seu personagem, mas Neil Gaiman já declarou em entrevistas que não acredita que a autora escocesa conheça sua obra e não pretende processá-la. Mas que ele poderia ganhar uma boa grana se levasse a questão para a justiça não resta dúvidas.



 Escrito por Khêder Henrique às 22h14
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Cinema: Van Helsing

Van Helsing lembra o saudoso Edward Carby

Imagem: http://www.omelete.com.br/imagens/cinema/news/van_helsing/helsing.jpg

O que você espera de um filme que reúna Drácula, Lobisomem e Frankenstein, os três monstros mais famosos do cinema e da literatura? Sustos num filme de terror ou muita ação numa aventura sem tempo para respirar? O diretor Stephen Sommers, responsável por Van Helsing: O caçador de monstros, optou - como sempre - pela segunda opção.

Van Helsing conta a história de um caçador de monstros que trabalha para uma facção secreta da Igreja Católica que combate, digamos assim, de forma mais prática o mal. Boatos de criaturas bizarras? Manda o Van resolver! No filme, Helsing é enviado a Transilvânia para dar cabo do Conde Drácula. Na empreitada, ainda terá de enfrentar o Lobisomem e o monstro de Frankenstein.

Criados nos clássicos da literatura Drácula, de Bram Stoker e Frakenstein, de Mary Shelley, os monstros aparecem  num filme "morno". Morno? Sim, morno. Ele é divertido, mas fica devendo o que prometeu: ser um grande filme. Os efeitos especiais são estupendos, as cenas de vôo das noivas de Drácula são incríveis, mas, como já foi dito aqui, se efeitos especiais fizessem um bom filme, tudo que um filme precisaria para ser bom seria grana, muita grana.

Os monstros divergem em qualidade entre si. Enquanto, o Lobisomem é uma fera que parece irrefreável (acho a mais assustadora de todas), o monstro de Frankenstein é o personagem mais interessante psicologicamente (mas não espere muito) e um Drácula que, tão ávido por ser assustador e "o grande mal a ser vencido", torna-se patético. Literalmente patético. Suas ameaças nos fazem rir, fazendo até Dr. Evil (de Aunstin
Powers
) parecer mais sério em suas pretensões.

Os heróis são as maiores vítimas do festival de clichês que permeia o filme. Van Helsing é o típico anti-herói que faz pose de mal, mas todos sabemos que é, na verdade, muito bom. E sua parceira de aventuras, Anna Valerious (Kate Beckinsale), é a manjada heroína bonita que faz peripécias impossíveis sem borrar a maquiagem ou ficar descabelada. Isso sem falar do ajudante-atrapalhado-que-cria-armas-incríveis, Frei Carl (David Wenham), que apesar de ser clichê é um personagem divertidíssimo. Em muitos momentos chama mais atenção que o protagonista. Tanto que quando fica um tempo sem aparecer nos perguntamos: Onde está aquele carinha?

Drácula: até Dr. Evil tem mais seriedade

Imagem: http://www.omelete.com.br/imagens/cinema/news/van_helsing/dracula.jpg

Isso já foi muito falado, mas não posso deixar de comentar: o Van Helsing de Hugh Jackman é um Wolverine que trocou as garras de adamantium por um chapéu e um sobretudo. Jackman não é mal ator, acontece que existem diálogos e situações que nos remetem a uma comparação. E não há erro: o ator só trocou de roupa, set e salário!

Já que disse algo que outros já disseram antes, direi algo que não li em lugar algum antes: muito compararam Van Helsing a James Bond por causa das armas ou a Indiana Jones por causa do chapéu e estilo aventuresco da película. Discordo! O caçador de monstros que aparece no filme me faz recordar de apenas um personagem: o grande Edward Carby, do série de games de sucesso Alone in the Dark. Acompanhe meu raciocínio: um homem precisa resolver um caso, naquele clima sombrio e enfrentando criaturas bizarras? É o Carby! Acho bom se contentar com isso, porque aquele filme vindouro baseado no jogo promete ser uma bomba.

E, por último, tenho apenas mais uma coisa a acrescentar (na verdade, um pedido a fazer): alguém em Hollywood precisa urgentemente explicar para o diretor Stephen Sommers o que é um clímax! Igual aos seus filmes anteriores, A Múmia e O Retorno da Múmia, ele comanda uma ação desenfreada que não traz um clímax. O grande momento, a batalha final nada mais é que mais uma tomada de ação. E nada mais.


Alguém sabe me informar em qual obra da literatura o Lobisomem apareceu pela primeira vez? Ou quem foi seu criador?



 Escrito por Khêder Henrique às 10h40
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