Comportamento: Falta de tempo no dia-a-dia

O tempo de Dali faz de si mesmo um inimigo que o desgasta
Imagem: http://www.psikolog.org.tr/card/dali-persistence-2.jpg
Estudar, trabalhar, ir a academia ou ao cinema, ler ou navegar pela internet. Nosso mundo moderno nos oferece uma miríade de opções para nos divertir e entreter na mesma proporção em que exige mais estudo, mais cultura e mais preparo de nós.
Cada vez mais cedo, jovens estudam mais de uma língua, incluem a informática às suas vidas e procuram estágios ou o primeiro emprego para não entrar tardiamente no mercado de trabalho. O mundo é cada vez mais veloz e essa alta velocidade toma conta de nossas vidas criando um inimigo invencível: o tempo, ou melhor, sua escassez.
Quem não vive brigando com o relógio? Quem não atrasa-se para uma reunião ou aula e briga com si por isso? Não é só isso. A falta de tempo é sinônimo de aumento na velocidade dos acontecimentos. Assim, somos obrigados a assimilar em poucos instantes o um grande volume de informações que nos bombardeiam todos os dias. É assustador se pararmos para pensar. Li outro dia que o volume de informações que uma edição da Times oferece é maior que todos os conhecimentos que um jovem da Idade Média não aprendeu em toda a sua vida!

O mundo moderno nos torna vítimas do relógio
Imagem: http://caminhando.festim.net/archives/tempo-do-relogio.jpg
Alguns colegas constatam com pesar que jamais leremos, ouviremos, assistiremos a tudo o que gostaríamos durante toda a nossa vida. E, infelizmente, é verdade. Ao mesmo tempo que esse mundo veloz nos apresenta muitas opções para "ocupar" nosso tempo, ele não nos oferece tempo para desfrutarmos destas opções.
Definitivamente, um mundo louco que nos desgasta-nos com facilidade. Que nos obriga a deixar coisas básicas de lado. Quem nunca deixou de aproveitar uma boa noite de sono ou recusou o almoço para utilizar o tempo dedicado a essas atividades em prol de trabalho, estudo ou outras atividades?
Não conheço soluções para lidar com essa engrenagem gigantesca da qual fazemos parte. Só posso sugerir para fazer pausas. Faça uma pausa sempre que possível e desfrute ao máximo dela. Então, quando passar por este blog, faça uma pausa, deixe um comentário. Pare um pouco antes de sair voando novamente. Não passe por aqui correndo.
Escrito por Khêder Henrique às 22h41
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Histórias em Quadrinhos: 100 Balas

Capas das edições 1, 2 e 3 de 100 Balas
Imagem 1: http://www.universohq.com/quadrinhos/images/review100balas.jpg
Imagem 2: http://www.universohq.com/quadrinhos/images/100balas02_review.jpg
Imagem 3: http://www.universohq.com/quadrinhos/images/100balas03.jpg
Imagine a seguinte situação: um dia, algo terrível acontece com você! Sua vida é destruída de alguma forma por causa de uma pessoa. Você vai para a cadeia por causa dessa pessoa e ela fica impune. Livre enquanto você perde anos da sua vida atrás das grades por causa de um crime que não cometeu. Um dia, quando acaba de cumprir sua pena, um estranho cruza seu caminho e lhe oferece um presente: uma arma e 100 balas irrastreáveis, ou seja, a oportunidade de vingar-se tranqüilamente, já que não existe a possibilidade de ir preso. Você aceitaria a proposta ou não?
Essa é a premissa de 100 Balas, uma publicação do selo Vertigo (com quadrinhos para adultos) da DC Comics - lar do Superman e Batman - que chegou ao Brasil através da Opera Graphica, em outubro de 2001. A revista conta com os sinistros roteiros de Brian Azzarello e a competente arte de Eduardo Risso. As capas são do artista Dave Johnson.
A publicação não possui um personagem principal. A revista prossegue através de arcos de histórias que nos apresentam a vida (ou o que sobrou dela) de alguns personagens. O primeiro arco, que prossegue pelos três primeiros números da publicação, conta a história de Dizzy, uma presidiária em liberdade condicional que descobre que o marido e o filho foram mortos por policiais. Então, ela tem acesso a uma pasta com uma arma e 100 balas que não podem ser rastreadas. Elas se vingará dos homens que mataram sua família ou não?
Neste texto, já citei o tal "presente" (uma arma e cem balas) duas vezes. Ele é entregue numa maleta pelo único personagens que é presença garantida em todas as edições e liga todas os arcos de alguma forma que demora a fazer sentido: um homem que apresenta-se como Agente Graves. Você confiaria num cara com esse nome?
O tal Graves pousa como um "Mefisto moderno" que dá a oportunidade de um controle sobre a vida e a morte para os personagens centrais. O que estes farão com essa oportunidade é o grande propulsor das aventuras. É certo matar pessoas só porque você pode fazer isso sem ser pego? Mas é justo uma pessoa destruir sua vida e sair ilesa?
É uma questão complicada que faz o leitor mais desalmado refletir. Os enredos são inteligentes e mostram um submundo real: tráficos de drogas, linguagem coloquial, enfim, uma linguagem mais natural do que um "Cidade de Deus", por exemplo. E a arte é limpa caindo como uma luva para o clima "noir" das histórias.
É irônico (ou deveria dizer triste?) perceber que a violência representada do submundo dos EUA lembra bastante a violência do cotidiano das grandes cidades brasileiras. Há preconceito contra negros e estrangeiros. Enfim, 100 Balas é uma revista adulta, sem dúvida, que mostra (ou tenta competentemente) nos levar a um mundo mais real que está aí a nossa volta, batendo as nossas portas, mas que fazem parte do dia-a-dia de muitas pessoas. 100 Balas retrata um mundo violento sem suavizar suas cores.
Escrito por Khêder Henrique às 21h17
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Eventos: 9º Fest Comix

O evento já é tradicional, mas não possui uma periodicidade definida
Imagem: http://www.comix.com.br/fest/00_principal.jpg
Neste Domingo, acontece em São Paulo a 9ª edição do Fest Comix, um evento já tradicional que oferece aos visitantes uma variedade de promoções para todos os bolsos e gostos. O evento tem o objetivo de instigar o consumo de quadrinhos no país e atrair mais público para o mercado.
Há revistas de R$ 1,00 até obras bem mais caras com 50% de desconto. Ótima oportunidade para completar a sua coleção ou recuperar aquela edição que você perdeu ou não teve acesso quando ela foi lançada pela primeira vez.
O evento é uma atração promovida pela loja Comix Book Shop, uma loja especializada neste tipo de publicação que integra o HQ Club, uma rede de bancas e lojas que possui lançamentos e publicações exclusivas.
A entrada para o evento sempre foi gratuita e o Fest sempre ocorreu no Prédio da Gazeta, na Avenida Paulista. Devido ao aumento do número de visitantes, o evento mudou de endereço e a entrada é feita com a aquisição de um ingresso de valor simbólico.
O 9º Fest Comix acontecerá somente no dia 6 de junho, no Espaço das Américas, Rua Tagipuru - 795 (Metrô Barra Funda), das 10h às 22h. Os ingressos custam R$ 2,00. Há um estacionamento ao lado do evento que cobra R$ 3,00 o período de 12 horas.
A Comix Book Shop funciona a Alameda Jaú, 1998 - São Paulo - SP. Tel.: 3088-9116.
Escrito por Khêder Henrique às 23h00
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Revistas: Carta Capital

Capa da edição desta semana
Imagem: http://cartacapital.terra.com.br/lib/util/exibeImagemEdicao.php?id_edicao=101
Recomendo a leitura da publicação semanal Carta Capital. Sob a direção do consagrado jornalista Mino Carta, a redação da revista traz toda semana ótimos textos divididos entre as três temáticas da publicação: Política, Economia e Cultura.
O interessante é notar que a revista trata temas que, em geral, são ignorados pela grande mídia. Um tema que o semanário está comentando bastante, atualmente, é a questão da subserviência da Polícia Federal do Brasil ao FBI e outras instituições norte-americanas. Neste caso, há uma ligação desconhecida entre alguns orgãos dos EUA que pagam contas de órgãos brasileiros. Assim, um país estrangeiro chega sorrateiramente no nosso e possui acesso a todos os tipos de infomações. A coisa é tão séria que fala-se até em grampos no Palácio da Alvorada, ou seja, até o Presidente da República pode estar sendo espionado. Mais informações sobre o caso podem ser adquiridas no site de Carta Capital.
A cobertura de política é honesta e o semanário não poupa críticas ao governo Lula, mesmo durante sua campanha estar declaradamente ao lado do petista. E, freqüentemente, a revista expõe sua opinião sobre os assuntos do momento.
Destaco a parte dedica a cultura que trata de obras, espetáculos e filmes pouquíssimos citados em outros veículos maiores como Veja ou Folha de S. Paulo. Plural - como é chamado o "caderno" cultural da publicação - traz sempre ótimas resenhas e reportagens sobre diretores ou dramaturgos. Destaque mais que especial às colunas Culto-Circuito, de Nicolau Sevcenko, e Refogado, de Marcio Alemão. A primeira sempre muito instrutiva e a segunda sempre com humor refinado.
Há materiais da revista que são disponibilizados no site, mas são minoria. Para desfrutar de todo o conteúdo do semanário você tem de ir a uma biblioteca ou adquirir um exemplar em uma banca de jornal. Porém, ambos valem a visita ou a folheada.
Escrito por Khêder Henrique às 22h51
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Histórias em Quadrinhos: Bone

Capas das duas primeiras edições brasileiras de Bone
Primeira imagem: http://www.universohq.com/quadrinhos/reviews/Bone1.jpg
Segunda imagem: http://www.universohq.com/quadrinhos/reviews/Bone2.jpg
Esta é uma publicação desconhecida do grande público brasileiro. Uma pena, pois trata-se de uma obra como há muito não encontramos por aí. Uma leitura leve, que prende a atenção do leitor mais distraído e desperta sua curiosidade em relação ao que acontecerá aos personagens extremamente cativantes. Eu me refiro a Bone, uma HQ americana produzida por Jeff Smith (responsável pela arte e roteiro), que possuiu grande êxito em vendas no seu país de origem quando publicada (a saga de Bone já chegou ao seu fim por lá) e arrebatou diversos prêmios.
Mas quem é Bone? Bone é o sobrenome de uma família de habitantes de Boneville. Bom, o protagonista, Fone Bone, é uma criatura branca bastante cartunesca. Não sei que adjetivo dar a ele além de "divertido". Abaixo, reproduzo a sinopse da primeira edição de Bone (Fora de Boneville) publicada no site Universo HQ:
Os três primos Fone Bone, Phoney Bone e Smiley Bone são expulsos de sua cidade, Boneville. Depois de uma "tempestade" de gafanhotos, eles se perdem e, separados, precisam encarar um vale misterioso, onde convivem com animais, dragões e as horrendas criaturas ratazanas.
Quando tudo parece perdido, Fone Bone conhece a bela jovem Espinho, que a leva para a casa da Vovó Ben. Mas o ranzinza e sacana Phoney Bone também chegou ao local.
Os mecanismos que Smith utiliza para nos prender são simples, mas super eficientes. Por exemplo, o motivo da expulsão dos três primos de sua cidade natal nunca é explicada claramente. São feitas especulações e menções por esses protagonistas, mas nunca temos certeza do que de fato aconteceu. O que imprime certo mistério à saga dos três.
A arte é bonita, limpa e simples. É aquele tipo de desenho que você olha e diz "ah, é fácil fazer, vou tentar fazer igual". E quando começamos a "tentar copiar" vemos porque Jeff Smith é considerado um bom desenhista. Destaque especial para seus desenhos da natureza. São poucos que desenham um arbusto melhor que ele!
Essa primeira edição foi publicada em novembro de 1998 e até agora apenas 8 números foram publicados! Isso demonstra como essa publicação foi mal recebida no país. Não posso atribuir a culpa à editora Via Lettera (que faz um bom trabalho de tradução e impressão). Talvez por ser uma editora pequena, a divulgação de Bone tenha sido prejudicada. Outro fator que pesa é o preço salgado da obra. As edições de Bone custam algo em torno de R$ 19,90! Infelizmente, uma quantia que não é qualquer um que tira do bolso facilmente para pagar por um álbum de HQ (por melhor que ele seja).
Como dito acima, as aventuras de Bone já foram encerradas nos EUA. Porém, por aqui, a história dos expulsos de Boneville está longe de chegar ao fim, pois há muito material a ser publicado e nunca sabemos quando um novo volume chegará às lojas especializadas, pois a periodicidade da publicação não é definida.
Escrito por Khêder Henrique às 22h51
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Khêder Henrique

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