Dia dos Namorados – Comportamento: Namoro como status

A única pessoa para quem devemos demonstrar nossos sentimentos é para nosso (a) parceiro (a)
Imagem: http://www.pennyrock.blogger.com.br/namorados.jpg
Essa é a última parte de uma série de três posts sobre o Dia dos Namorados. Nas duas partes anteriores foi esclarecido o porquê do Dia de São Valentim, no exterior, e do Dia dos Namorados, no Brasil. Para fechar a série, um texto sobre como algumas pessoas encaram o ato de namorar.
Conheço muitas pessoas que ficam agitadas com a aproximação do 12 de junho. Motivo? Estarem solteiras quando chegar o Dia dos Namorados. Confesso que já fiquei chateado em algum 12 de junho por passar o dia sozinho. Mas quer saber? É tudo uma grande besteira!
Esse comportamento reflete outro hábito de certas pessoas: considerar um namoro como uma posição de status. Como assim? Bem, existem pessoas que namoram por namorar, apenas para dizer “estou namorando”. Ou pensam que por estarem namorando são melhores, de algum forma (se você souber me conte), do que os solteiros. Isso acontece, principalmente, e com mais força, entre as mulheres.
Ora, por favor, há muitas pessoas que estão solteiras e estão muito bem como estão. Sem dúvida, melhores do que se estivessem namorando (dependendo da companhia). E tem gente que nem está aí com esse papo de namorar ou se envolver por um longo período. Querem “curtir” a vida de outras formas como quando “ficam” (ugh!), não que eu concorde com isso. Estou apenas expondo.

Namorar é muito mais do que não ser solteiro
Imagem: http://www.intwo.blogger.com.br/namorados.jpg
Você que namora, que namora mesmo, não se preocupa em dizer que namora ou demonstrar para os outros o que sente pela sua namorada. Você simplesmente sente e mostra isso pra ela. O que importa é ela saber e ninguém mais.
Então, antes de você, que está namorando, saia por aí falando por falar que namora ou pense que está acima dos solteiros, repense: você quer namorar mesmo ou quer apenas mostrar que namora? Há uma grande diferença.
Então, antes de você, que está solteiro(a), saia por aí chateado(a) por achar que deveria esta namorando no Dia dos Namorados ou pensa que estaria melhor namorando, repense: você estaria melhor mesmo? Que graça existe neste tão anunciado Dia dos Namorados que nada mais é do que um hábito criado por uma campanha publicitária veiculada em 1900 e bolinha (confira post anterior)? Comemora-se a união um dia no ano e passa o resto fazendo o que?
Algumas pessoas deveriam repensar suas atitudes e valores.
Escrito por Khêder Henrique às 19h53
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Dia dos Namorados: O 12 de junho

Muitas lojas trazem o cupido como símbolo de suas promoções
Imagem: http://boasaude.uol.com.br/especiais/namorados03/cupido.jpg
Essa é a segunda parte de uma série de três posts que abordam o Dia dos Namorados. Ontem, falamos sobre o Dia dos Namorado no exterior que é conhecido como Dia de São Valentim e é comemorado em 14 de fevereiro. Hoje, a celebração no Brasil.
Em outros países, não celebra-se o Dia dos Namorados, mas o Dia de São Valentim. E a data é outra: 14 de fevereiro. Há outros costumes (alguns revelados no post anterior) e um ar de romantismo mais "refinado". Por aqui, o chamado Dia dos Namorados acontece no dia 12 de junho e os casais trocam presentes ou lembranças, mas, na realidade, muita gente nem lembra da data.
Não é segredo para ninguém que estas datas "comemorativas" como o Dia dos Pais, Dias das Mães e afins existem com interesses meramente comerciais. Se analisarmos a gente pode até encontrar simbolismos e motivos para "comemorar", mas, em geral, o valor ou tradição atribuída a determinado dia perde-se e o que vale é dar presentes. E o mercado sabe muito bem aproveitar esse hábito.
E, talvez, não exista um exemplo melhor para perceber isso do que o 12 de junho no Brasil. Essa data surgiu justamente com uma campanha publicitária (poderia ser mais óbvio?) criada pelo publicitário João Dória, em 1949, para junho, um mês considerado fraco para vendas. O slogan dizia "Não é só com beijos que se prova o amor" incitando os casais a se presentearem na véspera do 13 de junho, dia do casamenteiro Santo Antônio.
Não há São Valentim, nem chocolates como no Japão. O que existe no país é uma data que, por hábito, presenteamos o(a) companheiro(a) num jogo mercadológico que tenta desfrutar de uma tradição que não possui. Enfim, uma data desprovida de verdadeiro valor.
As informações sobre a campanha de João Dória foram consultadas no caderno Turismo, da Folha de S. Paulo, de segunda-feira, 31 de maio de 2004.
Escrito por Khêder Henrique às 21h16
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Dia dos Namorados: O Dia de São Valentim

São Valentim: o protetor das pessoas que gostamos
Imagem: http://www.escolavesper.com.br/Images/204latret.jpg
12 de junho é Dia dos Namorados no Brasil. Você já pensou de onde veio essa idéia de celebrar os relacionamentos amorosos nessa data? Em primeiro lugar, é bom esclarecer que esse 12 de junho é um dia "especial" apenas no Brasil. Em outros lugares do mundo, a data e os motivos que levaram a criação de um dia específico são diferentes.
O "Dia dos Namorados" nos EUA, França, Itália, Reino Unido e Japão acontece no dia 14 de fevereiro e tem nome de santo: é Dia de São Valentim. E sua história é carregada de romantismo criando um clima bem diferente da "celebração" que acontece por aqui.
O caderno Turismo, da Folha de S. Paulo de segunda-feira, 31 de maio de 2004, revela a história deste santo da seguinte maneira: "O Valentim da mais difundida história costumava celebrar casamentos às escondidas no século III. Na época, o então imperador romano Claudius II havia proibido os matrimônios por considerar mais eficientes os soldados solteiros. Condenado à morte, Valentim teria se apaixonado pela filha cega de um carcereiro enquanto aguardava sua sentença na prisão. Antes de morrer, despediu-se dela com um cartão assinado: 'Do seu namorado'. Por milagre, a menina recuperou a visão."
O Dia de São Valentim, nos EUA, é celebrado da seguinte maneira: as pessoas se presenteiam mutuamente. Não apenas os(as) namorados(as), mas a todos que gostamos já que São Valentim é o protetor das pessoas que amamos (namorados, amigos e parentes).

Dar chocolates como presente é uma das tradições do Dia de São Valentim no Japão
Imagem: http://www.linkclub.or.jp/~kosa/rie/small/image/valentine.gif
A tradição desse dia chegou ao Japão após a Segunda Guerra Mundial. Na terra do sol nascente, o costume foi levemente alterado: as mulheres (que, em geral, na sociedade japonesa, não possuem iniciativa em assuntos envolvendo relacionamentos amorosos) presenteiam os homens em sinal de afeto. Assim, existem os chocolates dados por "educação" (ou obrigação?) ao chefe, por exemplo. E para as pessoas que, de fato, gostamos. É um dia ótimo para fazer uma declaração ou pedir alguém em namoro. As lojas vendem vários "chocolates com o ideograma suki (gostar) (...) que praticamente é uma declaração de amor materializada em deliciosas calorias." Vale lembrar que, em fevereiro, no Japão, o inverno está acabando e a temperatura subindo aos poucos, ou seja, o clima está ameno e bastante propício para este tipo de tradição.
Mas e aqui no Brasil? Não tem chocolate e não tem São Valentim. Por que dia 12 de junho? Isso você ficará sabendo amanhã, na continuação destes posts especiais para o Dia dos Namorados.
As informações sobre a tradição japonesa de São Valentim foram retiradas de um texto publicado na revista Ranma ½ nº 16, publicação da editora Animanga.
Escrito por Khêder Henrique às 20h22
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