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 "Ninguém é tão grande que não possa aprender, nem tão pequeno que não possa ensinar."  

 Autor desconhecido


Comportamento: (A falta de) Hábito de ir ao Teatro

O teatro está perdendo sua vitalidade?

Imagem: http://aol.klickeducacao.com.br/Conteudo/sugestaoaula/Content/32/Images/mascaras.gif

Decidi escrever este post sobre teatro após a apuração dos resultados da última enquete levada ar antes da que está aí. Para quem não se lembra a pergunta era "O que você prefere em cultura?" e, dos quase 90 votos, apenas 7,87% assinalaram esta alternativa. Teatro só não perdeu para Artes Plásticas (5,62%). Um resultado terrível perto de Música (42,7%) que quase abocanhou metade dos votos.

É lógico que as enquetes do RR são meramente ilustrativas e não representariam muito perto de dados oficiais publicados pelo governo ou uma pesquisa do IBGE. Mas eles ajudam a perceber como esta arte é esquecida com o passar dos anos. Esquecida ou deixada de lado? Essa é a questão que queria levantar. Eu mesmo não posso falar muito. Não assisto uma peça teatral a anos. Para falar a verdade, nem lembro do último espetáculo que assisti. Minha desculpa? Não tem desculpa, mas procuro outras alternativas devido aos altos preços dos ingressos.

Há algum tempo entrevistei um diretor de teatro sobre uma peça que ainda entraria em cartaz. E ele reclamou do público restrito. Da falta de hábito de ir ao teatro das pessoas. "Os jovens de hoje só querem saber de balada", dizia ele. O diretor levantava uma questão interessante: "como podem cobrar R$ 30,00 por um ingresso? Há pessoas dispostas a pagar por isso? Não deveríamos criar o hábito nas pessoas, levá-las ao teatro primeiro antes de falar em preços de ingressos?"

É para se pensar. O cinema, por exemplo, é algo muito mais lucrativo se pensarmos que um mesmo filme pode ser reproduzido inúmeras vezes e exibidos em vários lugares ao mesmo tempo. Isso permite um preço mais convidativo para os ingressos. Algo em torno de R$ 10,00. Um valor que já foi mais convidativo ainda, diga-se de passagem. Enquanto que no teatro, uma peça tem seus custos de figurino, cenário e atores e é exibido algumas poucas vezes por semana numa mesma sala. É comum analisarmos que não existe peça sem patrocínio, já que todos os custos de produção não são bancados nem quando o público que vai prestigiar o espetáculo lota a casa.

Não sei dizer se é uma nova moda, mas muitos grupos e atores estão apostando em outros caminhos. Há casos de várias peças que são filmadas para chegarem ao mercado em DVD. Não podemos esquecer do extinto programa de TV global Sai de Baixo que era gravado num teatro. Enfim, não diria nem que trata-se de adaptação. Adaptar uma peça de teatro para um DVD? Assistir uma peça em sua casa pode ser mais confortável, mas não é o mesmo que estar ali com os atores. Teatro é vida justamente pelo "ser ao vivo". Prima pelo momento - já que uma encenação nunca é exatamente igual a outra - e pelo improviso. Uma gravação, na verdade, em muitos casos, é uma colagem de passagens que cobrem os erros dos atores. A diversão do teatro também está nesse aspecto: a falta de espaço para o ator errar.

Capa do DVD Sete Minutos, com Antônio Fagundes

Imagem: http://www.2001video.com.br/images/fotos_produtos/dvd_6763.jpg

Nessa estranha empreitada "teatro ao DVD" temos Antonio Fagundes num DVD intitulado Sete Minutos que fala sobre os barulhinhos incômodos que temos de aturar numa sala de teatro. Desde o "scrash" das embalagens de salgadinhos às musiquinhas dos celulares. E como isso irrita os espectadores e, principalmente, os atores. Numa encenação de Macbeth, Fagundes interrompe, irado, o espetáculo para enfrentar a platéia e os celulares de alguns espectadores.

O aclamado Grupo Galpão possui um trunfo: um patrocínio da Petrobrás

Imagem: http://www2.petrobras.com.br/CulturaEsporte/ingles/EspacoVirtual/GaleriaFotos/GrupoGalpao/ images/ imgFotoGrupoGalpao03.jpg

Existe também o projeto de lançar um DVD com montagens do aclamado Grupo Galpão. Um grupo de teatro que percorre o Brasil e sempre exibe seus espetáculos para casa cheia. Elogiados por público e crítica, este grupo de atores não anda tendo problemas com money. Dinheiro e teatro: união incompatível? É bom esclarecer que o grupo possui um interessantíssimo patrocínio da Petrobrás que ajuda com divulgação, viagens e a possibilidade de oferecer ingressos a R$ 5,00 e R$ 10,00. Não que o grupo não pudesse viver sem o patrocínio sozinho, mas a idéia que se passa é de que o teatro não vive sem fortes associações.

Veja a superprodução Chicago, com Daniele Winits, baseado no musical homônimo da Brodway que já chegou aos cinemas através de Hollywood. Orçado em R$ 2 milhões, os ingressos custam de R$ 55,00 a R$ 135,00! Não é para qualquer um.

É triste esta situação, mas é quando lemos notícias de peças que são canceladas por falta de público, ou projetos de atores que são engavetados continuamente ao longo dos anos por falta de verba, patrocínio e afins. Teatro é uma vertente muito importante da arte, mas deve ser retrabalhada para atrair mais pessoas e garantir que as interessadas possam prestigiar os espetáculos e não o deixem de fazê-lo por não ter o suficiente no bolso para adquirirem um ingresso.



 Escrito por Khêder Henrique às 21h54
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Imagens: Ronald McDonald é preso

 

Ativista vestido como Ronald Mc Donald é preso na Nova Zelândia

Imagem: http://www.mylagoty.blogger.com.br/ronald.jpg

Imagem 2: http://img.terra.com.br/i/2004/05/11/129151-6253-ga.jpg


Calma. O conhecido palhaço Ronald Mc Donald, símbolo da famosa cadeia de restaurantes fast-food, não foi preso traficando drogas ou por corromper crianças inocentes. As imagens acima mostram apenas um ativista vestido como o personagem sendo preso na Nova Zelândia. Mas revelam e representam muito mais que isso.

A obesidade é um mal do mundo moderno. Segundo informações publicadas na Folha de S. Paulo de 7 de junho de 2004, "a obesidade no Reino Unido cresceu quase 400% nos últimos 25 anos e, se continuar, pode superar o cigarro para tornar-se a maior causa de mortes prematuras". O Reino Unido, inclusive, estuda taxar os fast food.

Não é novidade para ninguém que muitos restaurantes como o McDonald´s e suas comidas rápidas trazem ingredientes que fazem muito mais mal do que bem à saúde. Tanto que essas mesmas cadeias de restaurantes estão revendo seus cardápios e a situação está provocando movimentos por todo o mundo como revelam as imagens acima. 


Postei estas imagens porque as considerei muito interessantes. E foram elas que me inspiraram a criar esta nova temática no RR: Imagens. Essa temática trará imagens interessantes sempre que possível. Se você tomar conhecimento de alguma imagem interessante em algum jornal ou revista na web é só comunicar. Se a ilustração ou imagem fizer sentido e possuir algo de interessante a revelar, ela será publicada. Espero que essa novidade agrade aos visitantes. Como é dia de estréia, hoje entra no ar dois posts sob esta temática. As imagens são, sem dúvida, igualmente interessantes. 



 Escrito por Khêder Henrique às 21h12
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Imagens: Homem-Aranha Índia

Essa bela ilustração revela o visual do personagem personalizado

Ilustração: http://www.omelete.com.br/imagens/quadrinhos/news/marvel_comics/aranha_india3.jpg

Essas três ilustrações revelam o visual do Homem-Aranha em versão hindu. Segundo site Omelete, a Marvel, editora que publica as histórias do personagem originalmente americano e a maior editora de HQ dos EUA, quer aproximar o público daquelas terras do herói.

Pavitr Prabhakar (complicado?) é o alter ego do Homem-Aranha Índia

Ilustração: http://www.omelete.com.br/imagens/quadrinhos/news/marvel_comics/aranha_india2.jpg

Nesta versão, Peter Parker chama-se Pavitr Prabhakar, combate vilões baseados em lendas da Índia, usa um uniforme que lembra vestimentas indianas e, logicamente, suas aventuras são vividas por lá. Ao invés de pendurar-se no Empire State, o personagem vai grudar nas paredes do Taj Mahal.

O uniforme é diferente criando uma semelhança maior com as vestimentas da Índia

Ilustração: http://www.omelete.com.br/imagens/quadrinhos/news/marvel_comics/aranha_india1.jpg

Essa investida aproveitará o lançamento do segundo longa metragem do herói nos cinemas mostrando que a Marvel não é nada boba. Independente das histórias desse personagem personalizado trazerem bons ou maus roteiros não posso deixar de achar a investida, no mínimo, interessante.



 Escrito por Khêder Henrique às 21h06
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Histórias em Quadrinhos: Cavaleiros do Zodíaco - Episódio G

A capa da primeira edição da Saga G

Imagem: http://www2.uol.com.br/heroi/imgs/cz_episodiog_01.jpg

O animê Cavaleiros do Zodíaco foi um grande sucesso da televisão brasileira na década de 90 quando exibido na extinta Rede Manchete. O desenho animado japonês era baseado num mangá de 28 volumes (todos já publicados no Brasil) produzidos pelo artista Masami Kurumada. Agora, a Conrad Editora, a mesma editora que publicou a séria clássica, lançará um novo mangá sobre os Cavaleiros - aproveitando o retorno da série clássica à TV paga e aberta - intitulado Cavaleiros do Zodáico: Episódio G.

Essa nova séria inédita e que ainda está sendo publicada no Japão possui dois grandes diferencias em relação à história original. Os protagonistas são os cavaleiros de ouro e não mais os de bronze, o que explica o "G" no título (de Gold, ouro em inglês). E o desenhista é outro: Megumu Okada. Quem estava acostumado com o traço de Kurumada vai estranhar o estilo de Okada, que é bonito, mas totalmente diferente do criador da série. O que imprime um novo ar aos personagens e um novo ritmos aos enredos.

 

Os cinco cavaleiros de bronze são os protagonistas da série clássica

Imagem: http://www.capslocksinifrobol.hpg.ig.com.br/FotosCZG005.jpg

A série original conta a saga dos defensores da deusa Atena, a deusa da sabedoria na Mitologia Grega, que é tida como uma espécie de protetora da Terra no desenho animado. O primeiro ano da série conta a história de uma grande traição: o Mestre do Santuário da Grécia, local onde Atena deveria reinar soberana, tenta matar a deusa quando bebê. Porém, esta é salva pelo cavaleiro de ouro de Sagitário, Aioros. Este cavaleiro morre, mas deixa o bebê nas mãos do magnata Mitsumassa Kido que a cria como sua neta, Saori Kido. Ele recruta jovens para treinar e se tornarem os cavaleiros de bronze para protege-la. O problema é que, na hierarquia dos cavaleiros, eles são os mais fracos, enquanto que a serviço do Grande Mestre, existem cavaleiros de prata e ouro para defendê-lo.

Logicamente, a história não é escancarada como apresentei aqui. Ela é narrada vagarosamente e vamos tomando conhecimento desse universo aos poucos. Os cinco protagonistas - Seiya de Pégaso, Shiryu de Dragão, Hyoga de Cisne, Shun de Andrômeda e Ikki de Fênix - nos são apresentados como guerreiros poderosíssimos. Porém, no decorrer da série novos desafios aparecem e cada obstáculo é maior e mais perigoso que o anterior, assim os cinco jovens precisam lutar muito para ficarem ainda mais fortes. A grande vantagem deles é que possuem um trunfo para lhes dar força: sabem que estão do lado certo da guerra, pois conhecem a verdade e a traição do Mestre.

É interessante que Kurumada aos poucos revela que diversos cavaleiros lutam por interesses pessoais sendo que, a princípio, estes guerreiros não deveriam ter outra preocupação em mente senão defender Atena e zelar pela justiça. Desta forma, não temos apenas cavaleiros que seguem o Mestre cegamente, que acreditam numa mentira, mas guerreiros perversos que sabem da verdade - que o Mestre é mal e que luta contra a deusa que deveria proteger -, mas ficam assim mesmo ao lado do Santuário por achar que o lado mais forte certamente vencerá. No fim, a identidade do Mestre é revelada (ele é um dos 12 cavaleiros de ouro que matou o verdadeiro mestre e tomou o seu lugar) e sabemos que o cara é um grande traidor.

Aiolia, o cavaleiro de ouro de Leão, enfrenta um gigante

Imagem: http://www2.uol.com.br/heroi/imgs/cz_episodiog_06.jpg

Essa série é super forçada mostrando seres humanos que podem rachar o solo com um chute, rasgar os céus com seus punhos, desferir golpes na velocidade da luz (já pensou dar 1000 socos por segundo?) e coisas do gênero. Mas é também uma série que mostra a união de cinco jovens órfãos que acreditam somente na amizade que os une, numa deusa que devem proteger e nos objetivos pessoais que querem alcançar antes da morte. E, apesar de achar, hoje, a série infantil, foi através dela que descobri a Mitologia Grega durante minha pré-adolescência.

Após o fim do primeiro ano e da guerra contra o Santuário, Seiya e cia lutam contra Hilda e seus guerreiros deuses (baseados na Mitologia Nórdica) - mas esta saga só é apresentada no anime -, Poseidon, o deus dos mares, e seus generais marinas e, finalmente, Hades, o deus do mundo dos mortos, e seus espectros. A série de Hades só foi transformada em desenho recentemente e ainda é inédita por aqui.

Não sei se dá para perceber por este post, mas apesar de chamar a atenção na série clássica, os cavaleiros de outro são meros coadjuvantes nas aventuras. Num primeiro momento, são inimigos, depois aliam-se aos guerreiros de bronze, mas apenas os apóiam, somente na guerra contra Hades eles finamente tomam partido nos combates. Como disse antes, o grande diferencial dessa série nova será mostrar a origem e o passado desses poderosos guerreiros que são a elite dos defensores de Atena.

O mangá será lançado no fim de junho e custará o salgado preço de R$ 12,90. Há algumas páginas coloridas, mas a maior parte do mangá é em preto e branco. O Brasil é o segundo país onde a obra é publicada fora do Japão. Antes daqui, a obra foi (e ainda é) publicada somente na Argentina.

A série animada clássica está sendo reprisada no canal a cabo Cartoon Network e estreará na Bandeirantes. O mangá clássico já foi lançado, mas pode ser adquirido em sebos ou através do site da Conrad Editora. Para mais informações acesso também o site da Herói.



 Escrito por Khêder Henrique às 19h51
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Cinema: O Dia Depois de Amanhã

O pôster do filme

Imagem: http://www.omelete.com.br/imagens/cinema/artigos/dia_depois_amanha/poster.jpg

Baseado nos documentos do Pentágono (confira post anterior) sobre os desastres que o aquecimento global pode causar a Terra, o diretor Roland Emmerich volta a destruir cidades no globo como fez em Independence Day e Godzilla. Porém, diferente das investidas anteriores o "vilão" do filme não são aliens que querem nos dizimar nem uma criatura mutante gigante, mas o próprio planeta Terra, ou melhor, as terríveis mudanças climáticas que o descaso do ser humano com a natureza podem acarretar.

Em O Dia Depois de Amanhã, o aquecimento global provoca o derretimento das calotas polares que causa uma mudança nas correntes marítimas do globo e um desequilíbrio crítico entre o nível de águas salgadas e doces nos mares. A alteração brusca do clima leva o hemisfério norte a uma nova era glacial, ondas gigantescas a Nova York, tufões a Los Angeles, chuvas de bolas enormes de granizo a Tóquio e outras tragédias similares em outras partes do globo.

Mais que uma desculpa para mostrar cenas de destruição espetaculares, O Dia Depois de Amanhã não é apenas mais um filme de catástrofe. Não gratuito pelo menos. E por isso é uma agradável surpresa. É aquele tipo de filme que vamos assistir sem esperar nada demais e saímos satisfeitos do cinema.

Depois de enaltecer o patriotismo americano às estrelas em Independence Day, o diretor Roland Emmerich traz cenas ousadas desta vez. A bandeira americana, que antes tremulava triunfante, é congelada ao ser atingida por um vento polar; americanos tentam atravessar ilegalmente a fronteira para o México (!) quando são barrados; o presidente dos Estados Unidos perdoa a dívida externa dos países latino-americanos em troca da abertura das fronteiras; e os americanos passam por muitas situações complicadas e constrangedoras como quando procuram por um frasco de penicilina num navio russo e não conseguem ler o que está escrito.

O presidente dos EUA - que, em Independence Day, pilota um caça e lidera o mundo (!) - é mostrado como um homem indeciso, inseguro, enfim, despreparado para seu cargo e seu vice é um homem ambicioso muito mais interessado na situação econômica de seu país do que nos problemas ambientais do planeta. Numa cena que mostra uma reunião da ONU, líderes árabes mostram-se esclarecidos, entendem o problema rapidamente e querem saber o que podem fazer para ajudar a solucionar a situação enquanto o vice americano não quer saber desse papo de aquecimento global.

 

Nova York sofre com ondas gigantescas e Los Angeles com poderoso tornados

Imagem: http://www.omelete.com.br/imagens/cinema/artigos/dia_depois_amanha/02.jpg
Imagem 2: http://www.omelete.com.br/imagens/cinema/artigos/dia_depois_amanha/04.jpg

Isso sem falar nas interessantes situações em que põe ricos e pobres lado a lado com diálogos divertidos. Se as histórias de pais desesperados atrás de filhos e namoros que surgem em situações de riscos são batidas e não engrenam no filme, pelos menos, os diálogos nos ocupam enquanto esperamos pelas atitudes (ainda que tardias) dos líderes mundiais e novos (e imprevisíveis) movimentos das tempestades glaciais que varrem o planeta acima da linha do Equador.

Esse filme é um "prato do dia" para quem não gostou de ID4 por seu patriotismo desenfreado. E trata-se de uma ironia muito grande. Raciocino Rápido e simples: diretor alemão destrói NY e outras cidades dos EUA e mostra americanos corajosos contra aliens maus (ID4) e depois com dinheiro americano, culpa-os por catástrofes globais a ponto de colocar o presidente dos EUA desculpando-se com o planeta num discurso.

Eu poderia dizer até que esse diretor alemão tem uma fixação pela destruição de Nova York. Esta pobre cidade foi erradicada por aliens, esmagada por um mutante gigante e inundada e congelada por catástrofes globais nas mãos desse homem. É pra suspeitar se esse cara não possui envolvimento com o 11 de setembro (rs).

Brincadeiras à parte, em algumas matérias Emmerich demonstrou engajamento político ao falar de questões sérias que pretendeu levantar com seu filme. Coisas como a falta de seriedade com que o Governo Bush trata de poluição ao meio ambiente e a má divulgação do que está acontecendo, de fato, no Iraque.

Na prática, muitos acham que o filme possa até ajudar na candidatura do democrata John Kerry contra Bush, já que a película instiga uma mudança nas políticas ambientes por parte dos EUA. Coisa com que Bush não parece se preocupar.

Apesar dos clichês, O Dia Depois de Amanhã possui algo mais que suas cenas de destruição tecnicamente bem feitas. A película nos faz refletir sobre a questão ambiental e nossa relação com o planeta por meio de seu tímido engajamento político. Enfim, como dito acima, não é apenas mais um filme de catástrofe.



 Escrito por Khêder Henrique às 20h27
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Informação: Aquecimento Global

A capa da publicação sobre os documentos do Pentágono

Imagem: http://cartacapital.terra.com.br/lib/util/exibeImagemEdicao.php?id_edicao=88

A edição nº 280 de Carta Capital, datada de 3 de março de 2004, trazia como chamada de capa uma matéria sobre aquecimento global. Numa reportagem traduzida do semanário The Observer, os leitores tomaram conhecimento de um relatório secreto do Pentágono que era rejeitado pela Casa Branca.

Segundo o documento, "cidades européias ficarão submergida pelos mares, enquanto a Grã-Bretanha terá um clima 'siberiano' até 2020. Conflitos nucleares, grandes secas, fome, tumultos generalizados acontecerão ao redor do mundo". Tudo causado por drásticas mudanças climáticas. Ficção? O filme O Dia Depois de Amanhã, do cineasta Roland Emmerich, é ficção ainda que mais ou menos baseado nesses documentos. O que a Casa Branca tenta tomar como fraude já pode até estar acontecendo.

Os autores das informações são Peter Schwartz, consultor da CIA e Doug Randall, da Global Business Network, que afirmam na matéria que não sabem em que ponto do processo estamos, que grandes mudanças climáticas poderiam começar amanhã e só tomaríamos conhecimento daqui a cinco anos. Por isso, talvez já seja tarde demais para fazer algo, mas alertam que parece óbvio o corte no uso de combustíveis fóssil. Óbvio para alguns, nem tanto para outros.

A Casa Branca não quer acreditar nos relatórios do Pentágono

Imagem: http://www.viagensimagens.com/washington10.jpg

Imagem 2: http://www.goken.it/ufologia/immagini/pentagono.jpg

Mas os dados estão lá para alertar ou assustar: Em 20 anos, ficará evidente a incapacidade do planeta sustentar seus habitantes, as guerras futuras serão travadas por sobrevivência ao invés de religião, ideologia ou patriotismo. Há ainda na matéria um quadro que ilustra a situação do planeta até 2050, caso não se regulamente a emissão de carbono: o Caribe e vários pontos do Oceano Pacífico serão atingidos freqüentemente por tempestades tropicais, a costa da Europa será atingida por uma enorme redução na produção pesqueira, a produção agrícola diminuirá em diversos lugares (inclusive no Brasil), sem falar nas florestas que serão destruídas pela falta de chuvas, nas inundações provocadas pela elevação do nível do mar, no aumento de locais com riscos de doença e nos inevitáveis conflitos por água que se sucederão.

Apocalíptico. Independente da certeza de isso vir a acontecer ou não é inegável a falta de tato que vários governos no planeta possuem com relação a essa questão ambiental e o mal que o homem faz a natureza. Tratados internacionais não surtirão efeito se os principais poluidores do globo não participarem de pactos como esse. Que a política de tais líderes mundiais altere-se ou que as pessoas que os levem ao poder os retirem quando insatisfeitas, para eleger políticos mais conscientes.



 Escrito por Khêder Henrique às 20h55
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   Khêder Henrique

 

 

 

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