Desenhos animados: Yu Yu Hakusho

Os protagonistas da série: Yusuke (de verde), Kuwabara (de azul), Hiei e Kurama
Imagem: http://www.thestuffstore.net/Yu%20Yu%20Hakusho.jpg
Estamos habituados a relacionar o Japão a pessoas politicamente corretas devido aos rígidos costumes e tradições daquele país. Porém, o anime Yu Yu Hakusho quebra esta imagem pré-concebida por nós ocidentais de forma muito divertida numa série cheia de ação, aventura e muita porrada.
Yu Yu Hakusho narra a história do bad boy Yusuke Urameshi. Um rapaz briguento e matador de aulas. Parte de seu comportamento é reflexo da educação que ele recebeu de sua mãe alcoólatra, Atsuko. O desenho começa com... a morte de Yusuke. Acontece que ele vê uma criança prestes a ser atropelada e pula na frente do carro e morre. Porém, nem Deus esperava que ele realizasse essa boa ação. Assim, sem lugar no além para ele descansar em paz, guiado pela guia espiritual Botan e de comum acordo com o chefe do mundo espiritual Koenma, Yusuke volta a vida como um detetive espiritual.
Em sua nova vida, o jovem não é mais um ser humano comum. Além de prestar servicinhos para o mundo espiritual, Urameshi possui poderes especiais como o Lei Gan, um raio que ele dispara pelo dedo indicador utilizando sua energia espiritual. No início de suas aventuras, o rapaz pena um bocado com os confrontos sucessivos contra demônios mais poderosos do que ele e com o fato de só poder disparar o Lei Gan uma vez por dia.

Os quatro protagonistas, a bebum Shizuka (irmã de Kuwabara), Botan (de cabelo azul), Keiko (de camisa verde), Piu (o mascote da série), Atsuko (mãe de Yusuke) e Koenma
Imagem: http://www.eleves.ens.fr/home/aze/anime/mythes/YYHgroupe.jpg
Essa situação se reverteria em breve, quando ele passaria a ser o discípulo da mestra Genkai, uma velhinha com uma fortíssima energia espiritual e conhecedora de técnicas milenares, e quando outros detetives se uniriam a ele. Assim, ele passa a ser acompanhado em suas aventuras por Kazuma Kuwabara, Hiei e Kurama.
Kuwabara é o personagem trapalhão da série. É o mais forte fisicamente, mas o mais fraco do grupo em termos de técnicas. Ele ataca com a poderosa Lei Ken (uma espada feita de energia espiritual). Hiei e Kurama são dois demônios que trabalham para Koenma em troca de redução de suas penas por terem cometido crimes contra a humanidade. Hiei utiliza chamas do inferno para atacar enquanto Kurama pode transformar qualquer vegetal em arma.
O entrosamento dos quatro é o que garante a diversão do desenho. Num grupo formado por dois humanos – nem um pouco bonzinhos – e por dois demônios muita confusão pode rolar. Assim, o invocado Hiei vive de briguinhas com o machão Kuwabara. Enquanto Yusuke quer ser mais forte e Kurama prova que um demônio pode ser uma pessoa muito decente. Mas no fundo todos se gostam, é lógico, já que lutam sempre juntos.
Aqui cabe uma explicação. Para os japoneses, demônios não são seres malignos necessariamente como acontece no Brasil. Os orientais consideram demônio todo ser que possa manifestar algum tipo de dom sobrenatural. Que não seja humano ou não possa ser explicado por conhecimentos meramente mortais.

Yusuke rodeado (em sentido horário) por Kuwabara, Kurama, Hiei e Genkai “jovem”
Imagem: http://people.bu.edu/buanime/images/reviews/yuyu02.jpg
O anime é feito para adolescentes, portanto, sua grande atração é sua enxurrada de brigas que apresenta. Esse papo de detetive sobrenatural é furado. No início da trama, até que Yusuke resolve um mistério ou outro, mas depois parece que a idéia é esquecida e os quatro protagonistas entram em torneios de luta contra demônios e o que se vê é apenas lutas.
As relações fora das arenas também são mal aproveitadas. O romance de Yusuke e Keiko (a colega de escola que vive puxando ele para as aulas e vive lhe dando sermões) nunca engrena. Parece que eles sabem que se gostam, mas parece que entraram num acordo de nunca manifestarem o que sentem. Tudo bem que os japoneses são discretos, mas ficar esquentando banco cansa. Neste aspecto, o bobo Kuwabara e sua paixão por Yukina é algo bastante engraçado.
Yukina é a irmã de Hiei, só que nem ela, nem Kuwabara sabem disso. Ela é meio bobinha e nunca entende as cantadas do grandalhão e ele só faz papel de bobo quando fica perto dela. E o motivo de Hiei nunca declarar que é o irmão de Yukina também nunca fica claro. Ele passou parte da vida procurando a irmã e quando a encontra não conta nada pra ela por que ela tem amnésia e não se recorda dele?
Mostrando uma turma que vive em contato direto com o além, Yu Yu é um programa divertido que apresenta personagens cativantes – embora, muitas vezes mal aproveitados – de personalidades fortes que lutam muito para alcançar seus objetivos e conduzem seus ódios e lados ruins para atingir um bem, no fim das contas. Certamente, há desenhos melhores produzidos pelo Japão, mas, talvez, nenhum outro mostre tão explicitamente como os japoneses lidam com questões como a morte e o sobrenatural.
Escrito por Khêder Henrique às 02h13
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Desenhos Animados: Os Jovens Titãs

Os Jovens Titãns em versão animada
Imagem: http://www.omelete.com.br/imagens/televisao/news/novos_titas/1.jpg
Eles não são a Liga da Justiça, mas são um
grupo poderoso no combate ao crime. Os Jovens Titãs
(Teen Titans, no original) é outro desenho animado dos mesmos
produtores de Batman Beyond e Liga da Justiça, a nova geração
de animações da Warner Bros.
A série narra as aventuras dos heróis adolescentes
Robin, Ravena,
Cyborg, Estelar e Mutano numa
animação que mescla a proposta de adaptar uma equipe dos comics
americanos para a TV com o estilo anime (que aparece
quando os personagens ficam emocionalmente instáveis). Destaque para a abertura
cantada do desenho, super estilosa com os personagens surgindo das letras do
nome da equipe. A grande diferença da formação da equipe do desenho com a da
série original em quadrinhos é a ausência dos personagens Kid
Flash e Moça Maravilha. Eles não aparecem aqui, pois
Wally West é o Flash do desenho da Liga e a
Mulher-Maravilha também está lá ao lado dos maiores heróis do
mundo.
Por que os jovens se uniram? Eu não sei dizer porque o desenho
não conta o que os levaram a se unir e muito menos porque moram juntos na
Torre Titã (um prédio em forma de T que fica numa ilha) e eu
não li a série em quadrinhos dos personagens. E quem são eles? Também não sei
dizer, pois o desenho não revela suas origens. Não diretamente.
Se bem que o que pode soar defeito, em alguns momentos é
qualidade. No primeiro episódio da série, eles já estão juntos como se o
fizessem há muito tempo. Isso foge do esquema tradicional de contar uma origem
nos primeiros episódios. É como se o telespectador entrasse escondido na Torre
Titã e passasse a acompanhar as aventuras do grupo. Simplesmente. Sem nem mesmo
ser apresentado a eles. E esse fato de não saber quem eles são com certeza
desperta nossa curiosidade sobre este ou aquele personagem.

Da esquerda para direita: Ravena, Mutano, Cyborg, Estelar e
Robin
Imagem: http://www.comicscontinuum.com/stories/0308/04/teentitansth.jpg
Robin, certamente, é o mais conhecido por quem não lê HQ. Ele é
o parceiro do Batman, oras, mas no desenho não é revelado (pelo menos, não na
primeira temporada) que Robin é esse, já que no universo do Batman existem
quatro jovens que assumiram essa identidade (sem contar a Robin de o
Cavaleiro das Trevas, de Frank Miller). Enfim,
o Robin é bem retratado no desenho. É um rapaz equilibrado com consciência do
que faz e que leva os perigos mais a sério do que os colegas. Eu acho apenas que
ele é estressado demais, já que a proposta original do Robin é fazer um
contraponto ao Batman que é um ser perturgado. No desenho, parece que longe do
seu tutor ele é um Batman mais descolado que quer
"curtir" aventuras.
O Mutano é o piadista, mas fala muita bobagem. Tentando ser
engraçado, torna-se o personagem mais sem graça da animação. Seu poder é se
transformar em animais. O Cyborg é o personagem que representa a força bruta no
desenho. Eu considero este o personagem mais deslocado no desenho. Ele parece
uma mescla de Mutano com Robin sem sal. Não é relaxado como o garoto que vira
animais, nem tão responsável e dedicado quanto o
menino-prodígio. E aquele episódio em que ele sofre de
problemas existenciais por ser meio máquina, meio humano não saem do lugar e não
acrescentam nada a este pobre personagem.
A Estelar é outra personagem que fica deslocada no desenho. Ela
é retratada como uma alienígena que não sabe muito sobre a Terra. Às vezes ela é
meiga quando descobre coisas sobre nosso planeta, em outros ela é tida como a
burrinha que não sabe o que está falando. Parece uma patricinha que fugiu de
casa para combater o mal. De longe, a Ravena é a personagem mais interessante e
cativante. Até mais que o Robin. Em um episódio, descobrimos que seus poderes
funcionam de acordo com suas emoções. Quer dizer, se ela sair por aí nervosa ou
gritando de alegria ela pode explodir muita coisa. Isso é bem retratado por
mostrarem ela como uma personagem bastante reservada que mescla uma timidez com
um ar de mistério. E isso resulta numa combinação muito legal com seu estilo
gótico de se vestir e agir. Parece que o tempo sempre está fechado para a
garota.

A capa da primeira edição da nova revista dos Titãs pela
Panini
Imagem: http://www.paninicomics.com.br/img/collanaNews/428.jpg
As aventuras do grupo exploram a relação entre eles e não se
preocupa muito com os porquês de uma trama, mas suas conseqüências e a ação que
ela gera. Isso é muito perceptível no episódio Mad Mod. Neste
capítulo, os personagens acordam presos numa escola maluca criada pelo vilão Mad
Mod que quer reabilitar os heróis para pararem de combater o crime. Eles passam
a aventura inteira tentando espaçar da prisão e capturar o vilão. E em nenhum
momento é explicado como eles foram parar lá. E isso parece nem importar.
As temáticas são bem adolescentes mesmo. Há um episódio em que
o Cyborg constrói um carro que é roubado. Ele fica desesperado e Ravena não
entende esse sentimento. Ela acha o carro uma grande futilidade e, em parte,
está certa, mostrando os valores que interessam aos jovens de hoje.
É um desenho com uma proposta diferente da Liga, por exemplo.
Enquanto as aventuras de Superman, Batman e cia são mais sérias
e envolvem o mundo, os Titãs são heróis mais locais, defendendo a cidade onde
moram e suas próprias vidas.
O desenho parece ser uma grande estratégia de revitalizar esses
heróis. No embalo do desenho, foi lançada uma nova série dos Titãs nos
EUA (que chega este mês ao Brasil através da
Panini Comics). E parece que há planos de
levar os heróis adolescentes para a tela grande por meio de um filme produzido
pela Warner.
A série animada é exibida no canal a cabo Cartoon Network e já há uma segunda
temporada do desenho que mostra o ingresso de uma nova titã no grupo: a
heroína Terra.
Escrito por Khêder Henrique às 18h14
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Desenhos Animados: Mucha Lucha

Os três mascaritas Rikochet, Pulga e Buena Niña
Imagen: http://wellredpress.com/Comics/Comics%20-%20Images/2003/03%20Images%202/muchalucha.jpg
Lu-cha-raaaaan! É com este grito que os alunos da mais Renomada Escola Internacional de Lucha anunciam o início de mais uma luta mascarada. Com direito a ringue, gongos e golpes muito bizarros. Do que eu estou falando? De Mucha Lucha, um desenho animado totalmente produzido em Flash que é exibido no canal pago Cartoon Network e produzido pela Warner Bros.
O estiloso e nonsense Mucha Lucha narra as aventuras dos três mascaritas Rikochet, Buena Niña e Pulga. Esses três jovens são estudantes de lucha livre, seguem com afinco os preceitos do Código da Lucha Mascarada (um livro lacrado com cadeado) e lutam para defender a honra, família, tradição e as rosquitas! Mucha Lucha apresenta personagens cativantes e malucos que andam pra cima e para baixo usando roupas coloridas e máscaras que nunca deixam de lado mostrando que, para eles, mais do que esporte ou entretenimento, a lucha livre é um estilo de vida!
No desenho, todos os personagens são lutadores mascarados ou aspirantes à profissão e cada um possui um estilo próprio, que nada mais é do que um golpe secreto. Cada estilo próprio é mais bizarro (e engraçado) que o outro. O Pulga, por exemplo, possui um golpe em que se transforma num frango assado em chamas (!). É lógico que tudo não passa de uma grande sátira a outros desenhos que falam de lutas espetaculares. Quando assisto ao desenho não posso deixar de rir lembrando de Dragon Ball e os golpes do Goku que podem destruir a Terra com um soco. Ou de Cavaleiros do Zodíaco que podem jogar os inimigos em outras dimensões ou movimentar-se na velocidade da luz.
Rikochet, o grande protagonista, é um grande fã da lucha livre e combate os inimigos com seu poderoso Fliperama Pulverizador do Rikochet. Buena Niña é uma Hermione da vida. É a aluna mais aplicada e anda pra cima e pra baixo com o livro Código da Lucha Mascarada sob o braço. Seu estilo próprio é a Buena Escavadeira da Verdade. Pulga é o personagem que resume o espírito do desenho. Ele é completamente louco e perturbado. Odeia banhos e adora se revirar nas latas de lixo (!). E fala de si próprio na terceira pessoa. Há um episódio em que três lutadores gigantes querem brigar com Rikochet e perguntam se o Pulga é amigo dele. O Pulga resolve tirar o corpo fora com a seguinte frase: "O Pulga nunca viu o Rikochet em toda a vida do Pulga, não é mesmo, velho amigo Rikochet?" É, não deu muito certo.
A animação atira uma piada atrás da outra, por isso é normal os personagens falarem coisas realmente engraçadas ou pura bobagem. Quando o título de um episódio aparece, o personagem principal do episódio aparece e solta uma pérola. No episódio "Como Rikochet descobriu o seu estilo próprio", o próprio Rikochet aparece e fala "O estilo próprio é algo que vem de dentro... como gases". As piadinhas aparecem até nas chamadas do Cartoon quando o programa entra nos comerciais: "Todo lutador de verdade sabe que usar lógica em uma luta só dá dor de cabeça. Mucha Lucha volta já. Alguém aí tem um analgésico?"

A turma toda da mais Renomada Escola Internacional de Lucha
Imagem: http://johntr.kennedy.hosting.co.nz/mukmouth/images/muchalucha.gif
Antes que digam algo, não estou errando na grafia. Eu sei escrever luta, mas estou escrevendo "lucha" reproduzindo o portunhol falado no desenho. Eu não assisti a versão original e não pude prestigiar a dublagem original, mas a dublagem brasileira é assim: os personagens começam uma frase com um espanhol meia-boca e terminam com um português com sotaque. É estranho.
Neste ponto, há o grande "senão" do desenho. Mucha Lucha é engraçado e divertido, mas evidentemente cria um grande estereótipo. O desenho é produzido nos EUA e acredito que os americanos sejam o público principal ao qual o programa se destina. Sabemos que os americanos já possuem uma visão restrita do que existe além das fronteiras de seu país e o desenho só piora essa condição. É capaz de muitos jovens acreditarem, realmente, que, no México (nunca é dito no programa que os personagens vivem no país, mas há evidências), as pessoas andem com máscaras e só pensando em lucha. O mesmo acontece com o Brasil, que no exterior possui opiniões pré-concebidas. Muitos estrangeiros pensam que, por aqui, macacos andam pela rua ou que vivemos numa selva.
Deixando de lado este porém, Mucha Lucha é um desenho bacana que está obtendo sucesso. Das telas do Cartoon Network, a animação já foi parar nas lojas já que possui um DVD com episódios selecionados intitulado Mucha Lucha - Coração de Lucha! Nos EUA, já foram lançados jogos com versões para o Game Boy e Playstation 2. E parece que há planos para a produção de um longa metragem.
Enfim, para assistir a grandes lutas livres, se você aprecia o esporte, mude de canal. Mas se você quiser apenas dar boas risadas com as peripécias de divertidos personagens, Mucha Lucha é um bom programa. Como diria Rikochet, "Caliente!".
Escrito por Khêder Henrique às 18h39
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Eventos: Anime Friends 2004

O evento acontecerá no próximo final de semana
Imagem: http://www.animefriends.com.br/news/banners/02.jpg
O Anime Friends é um evento semelhante ao Animecon, mas mais recente. Esta é sua segunda edição que não deve nada ao evento concorrente. Na verdade, muita gente diz que esse evento é melhor. Os organizadores são ambiciosos. Estão anunciando o evento como o maior da América Latina no gênero.
Realmente, o Anime Friends possui um grande diferencial, traz sempre astros do Japão para participar da festa. Dos três artistas que vieram ano passado, Hironobu Kageyama (o cantor das músicas de Dragon Ball Z e Cavaleiros do Zodíaco) estará de volta. Também virão Masaaki Endo (cantor de Cowboy Beebop e Street Fighter II) e mais artistas a serem anunciados.
Outra grande atração do evento é o Oscar de Dublagem que prestigia profissionais da área com trabalhos selecionados produzidos em 2003. Os organizadores prometem outras atrações que fazem sua estréia, como o Transcon (mini evento de Transformers) e a Brinquedolândia (exposição de brinquedos que marcaram época). Por falar em estréias, a Editora ZN marca a sua no evento, lançando os mangás Sugoi e Crônicas de Faherya, além do preview do livro Kyria - a primeira pedra.
O tradicional concurso de Cosplay - onde os fãs vestem-se como seus personagens preferidos - não poderia faltar. Assim como torneios de vídeo game, RPG e Animekê.
A festa acontecerá nos dias 08, 09, 10 e 11 de julho, no Espaço das Américas que fica a Rua Tagipuru, 795 (Barra Funda). Os ingressos custam R$12,00, mas há preços especiais para ingressos comprados antecipadamente para um ou vários dias nos postos oficiais de vendas. Para adquirir mais informações é só ligar para o DiskFriends: (011) 3207-0432 ou acessar o site oficial do evento.
Escrito por Khêder Henrique às 18h24
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Khêder Henrique

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