Cinema: Shrek 2
Shrek ganhará a benção de seus sogros ou ficará louco
primeiro?
Imagem: http://www2.uol.com.br/heroi/imgs/shrek2_13.jpg
Em 2001, um ogro grande e verde
politicamente incorreto chamado Shrek era a grande atração dos
cinemas no quesito animação. Sua grande sacada? Bagunçar com o mundo certinho
dos contos de fadas pintado com inocência pela Disney durante
anos. Mesclando uma animação de última geração (personagens e cenários gerados
por computador) a piadas mais adultas, como apresentar personagens das histórias
infantis sem terra, a Dreamworks fez o mercado de
longas-metragens animados tremer, faturando até o primeiro
Oscar desta categoria, no ano seguinte. Numa seqüência que
amplia os horizontes do filme original, Shrek 2 chega para
contar o que aconteceria depois do tradicional “foram felizes para
sempre”.
Não, eles não “foram felizes
para sempre”. Após as aventuras narradas no “conto de fadas” anterior,
Shrek e Fiona são mostrados desfrutando uma
divertida lua-de-mel que é interrompida por um convite dos pais da princesa: o
rei e a rainha de Tão Tão Distante querem dar um baile para sua
filha, celebrando desta forma seu casamento com o Príncipe
Encantado e abençoando-os. Só que ela não se casou com um Príncipe
Encantado, mas com um ogro grande e verde e também tornou-se um ogro. Assim,
Shrek parte numa nova jornada para conhecer (ou enfrentar) os sogros e agradar
sua amada.
Na seqüência, descobrimos como
começou a história da maldição de Fiona, como ela foi parar naquela torre e a
existência de uma trama envolvendo o pai da princesa e a Fada
Madrinha que pretendiam unir seus filhos (e como Shrek atrapalhou o
plano dos dois). A Fada é mãe do Príncipe Encantado e a grande vilã do filme.
Aqui, talvez esteja o grande
defeito dos filmes de Shrek: os vilões. Por apresentarem anti-heróis tão
interessantes que não são certinhos nem perfeitos, mas sabem o que é certo
quando precisam fazê-lo somos apresentados a uma vilã que parece ser má pelo
simples prazer de exercer esta condição (não que o Lorde
Farquaad do primeiro filme fosse melhor). Isso é chato, pois numa trama
tão divertida o contraponto que ela deveria representar é apresentado como
planos mirabolantes para estragar a felicidade dos mocinhos. Alguém aí falou nos
planos infalíveis do Cebolinha ou nas maldades daqueles vilões
das novelas mexicanas? Pois então. Isso deve ser observado, mas não estraga a
diversão do filme.

O estiloso Gato de Botas
Imagem: http://www2.uol.com.br/heroi/imgs/shrek2_15_peq.jpg
Imagem 2: http://www2.uol.com.br/heroi/imgs/shrek2_04_peq.jpg
Como em toda grande aventura, há
lugar para muito humor, ação e pitadas de romance. E, lógico, como é comum em
seqüências, a apresentação de novos personagens. Além dos já citados Príncipe
Encantado, Fada Madrinha e os pais de Fiona, quem rouba a cena é o Gato
de Botas, um mercenário “do bem” que veste-se como um mosqueteiro. Ele
fez tanto sucesso no filme que talvez até ganhe uma animação própria.
Antonio Bandeiras, que dubla o personagem na versão original,
já assinou contrato para Shrek 3, onde deve retornar com uma
namorada.
As piadas estão presentes em todos
os momentos. O cenário onde se desenrola a ação já é uma piada. O Reino de Tão
Tão Distante é mostrado como uma Hollywood com direito aquelas
letras nas montanhas, tapete vermelho e uma avenida com as mansões das maiores
estrelas do local como Rapunzel e Cinderela. O
Burro volta ainda mais falador e as sátiras a grandes sucessos
rolam soltas. De O Senhor dos Anéis, passando por
Homem-Aranha, até Missão Impossível, há vários
momentos que nos fazem rir. Há uma cena divertidíssima que mostra Shrek, Burro e
Gato de Botas sendo presos num programa de TV policial, lembrando um Cidade
Alerta. Talvez a mais engraçada do filme.
Quando o filme termina fica aquele
gostinho de quero mais. Essa vontade pode ser saciada em breve com os
lançamentos previstos de Shrek 3 e 4, para 2006 e 2009, respectivamente. Nas
novas seqüências, o ogro e seus amigos encontrarão os Cavaleiros da
Távola Redonda e pontas deixadas soltas, como o porquê de Shrek ir
morar no pântano, serão explicadas. O sucesso de Shrek têm muitas
explicações, mas, certamente, uma das principais seja o fato de suas aventuras
se basearem principalmente em bons roteiros e não nos avançados recursos de
animação. Não considero a seqüência melhor que o filme original, pois as duas
películas são bem distintas entre si, mas ambas, estão, sem dúvidas, no mesmo
nível.
Escrito por Khêder Henrique às 00h06
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Imagens: Escultura de Shrek
Imagem: http://n.i.uol.com.br/ultnot/assuntododia/040715_f_003.jpg?rf=1089903810909
Já que amanhã Shrek 2 dará as caras por aqui, nada mais justo que uma imagem interessante relacionada ao personagem postada hoje como aperitivo.
A cena acima foi publicada semana passada no UOL nos links para as Imagens do Dia. A legenda da foto era a seguinte: "Alemão esculpe Shrek na areia durante festivalde Zeebrugge, no norte da Bélgica".
Escrito por Khêder Henrique às 00h15
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Notas Cinematográficas
- Ótima notícia! O diretor Bryan Singer, responsável pelos dois longas de X-Men (e pelo sucesso de ambos), irá desenvolver e dirigir o novo filme do Superman! Para aqueles que não sabem, esse filme está num emaranhado de problemas em seu desenvolvimento há anos, com atores e diretores fazendo rodízio por seus cargos. Enfim, parece que as coisas tomarão rumo. A informação é da própria Warner, produtora do filme, que pretende iniciar as filmagens da película ainda este ano. O grande porém é que o contrato de Synger o impedirá de comandar X-Men 3, o que pode, inclusive, comprometer a carreira dos mutantes mais famosos do mundo nas telonas. Já para os ansiosos fãs do Homem de Aço, resta apenas a declaração de Synger a respeito do ocorrido para deixá-los ainda mais alegres: "Meu interesse pelo Super-Homem já tem muitos, muitos anos. Na verdade, foi o clássico filme de Richard Donner que inspirou o desenvolvimento do universo dos X-Men nas telas. Eu sinto que o retorno do Super-Homem já está atrasado e que é hora dele voar novamente".
- Na resenha sobre o péssimo filme Tróia(ou tralha), de Wolfgang Petersen, da Quinta-feira, 01 de julho de 2004, eu disse que um grande perigo seria Hollywood querer adaptar a Odisséia também e fazer o mesmo estrago. Infelizmente, minhas preces não foram ouvidas. O filme será produzido pela Heyday Films, empresa responsável pelos filmes de Harry Potter, com roteiro de Frank Cottrell Boyce (A festa nunca termina). Ainda não há diretor ou elenco confirmados. A Odisséia narra as aventuras de Ulisses em seu retorno para a Grécia após o fim da Guerra de Tróia e os eventos narrados na Ilíada. Boyce parece interessado em retomar as importantes referências aos deuses que foram deixadas de lado no filme de Petersen. O resultado dessa nova investida só aguardando para ver. Infelizmente, após Tróia, eu espero pelo pior.
- Super Size Me, um documentário que ataca a rede de fast food Mc Donald´s (no filme, o diretor submete-se a uma maratona de comer somente produtos da lanchonete e o resultado não foi nada saudável), estréia no Brasil apenas dia 20 de agosto. Porém, seu diretor (e protagonista do filme), Morgan Spurlock, estará no país neste fim de semana, dia 25 de julho, para participar do Festival Internacional de Cinema de Brasília.
Escrito por Khêder Henrique às 00h08
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Literatura: Desventuras em Série (Livro Primeiro) – Mau começo

A capa é ilustrada por Brett Helquist que também produz outras imagens para a obra
Imagem: http://www.livrariasaraiva.com.br/imagem/imagem.dll?pro_id=455535&tam=2
Quando um livro é classificado como infanto-juvenil muita gente o considera uma obra mais inocente do que um livro classificado como adulto. Estas pessoas poderiam ler o tomo Mau Começo e, certamente, mudariam de idéia. Esta obra destina-se a narrar as desgraças sempre presentes na vida dos três jovens órfãos Baudelaire que – como avisa o autor – parecem estarem distantes de um final feliz.
Mau Começo é o título do primeiro livro – de uma série programada para terem treze partes – da seqüência literária denominada Desventuras em Série, escrita pelo autor Lemony Snicket, que conta a saga de Violet, Klaus e Sunny Baudelaire. Esses três jovens perderam os pais num incêndio e, por serem menores de idade, são obrigados a viverem com seus parentes até que Violet – a mais velha, com 14 anos – atinja a maioridade e tenha acesso a fortuna destinada a eles. Porém, terão de lidar com o Conde Olaf e seus planos para roubar a herança deles. Herança esta que torna-se um verdadeiro fardo, pois, ao mesmo tempo que ela representa a grande solução para seus problemas, ela é inútil, já que eles não podem usufruir dela.
Violet é descrita como “uma das maiores inventoras de seu tempo”. Ela é a mais velha e possui idéias mirabolantes para inventar objetos que os ajudem a escapar das enrascadas em que se metem. Klaus tem 12 anos e é o mais inteligente. Adora ler livros e usa todo seu intelecto para desvendar os planos do Conde Olaf. Sunny é apenas um bebê, mas “seus quatro afiados dentes entram em ação na primeira oportunidade”.
Neste primeiro livro, após receberem a trágica notícia da morte de seus pais, eles vão morar com o próprio Conde Olaf, o grande vilão da série, pois este é o parente mais próximo geograficamente dos Baudelaire. O texto é carregado de situações nonsense e um refinado humor negro. Snicket faz comédia até com a passagem na qual a morte dos pais dos jovens é anunciada. Neste momento, o portador da notícia avisa que os pais dos três faleceram. Os três se olham e não dizem nada, pois estão, logicamente, baqueados com a notícia. Então, o portador emenda “’Faleceram’ significa ‘foram mortos’”. E os três respondem: “Nós sabemos o que significa ‘faleceram’”.
O texto lembra muito uma farsa já que há passagens exageradamente cômicas e o autor também é um personagem. Aliás, Lemony Snicket é um pseudônimo utilizado pelo americano Daniel Handler que evita dar entrevistas e tirar fotos. O nome de seu alter ego é tão mais difundido que seu nome verdadeiro que encontrar sua verdadeira identidade foi uma caçada pela internet.
Uma curiosidade interessante é que quando Daniel vai a uma livraria autografar livros ele se apresenta como um substituto do Lemony, dizendo que este se feriu ou não pode comparecer ao evento. Ele vale-se deste recurso, pois Lemony, embora narrador, não deixa de participar da história opinando sobre como Violet deveria ter agido neste instante ou o que ele faria se encontrasse com o Conde Olaf. À propósito, a descrição que ele faz do conde não é nada imparcial: “Homem revoltante, gosmento, pérfido, sobre ele é melhor dizer o menos possível”.
Outra curiosidade interessante é que, na versão original, todos os títulos possuem nomes que começam com a mesma letra. Mau Começo, no original, chama-se “The bad beginning”, por exemplo. E o número total de volumes previsto (13) é considerado, por muitos, um número de azar. A obra é cheia de referências literárias. A mais óbvia é o nome dos órfãos. Baudelaire é uma referência direta ao poeta francês Charles Baudelaire. E o banqueiro, Sr. Poe, responsável pela herança dos órfãos, é uma menção ao escritor Edgar Allan Poe.
Uma última curiosidade é que a série virará filme com previsão de estréia, no Brasil, para início de 2005. A versão cinematográfica da história contará com Jim Carrey no papel do terrível Conde Olaf (que, provavelmente, pelo trailer, dará ao personagem um ar excessivamente cômico que este não possui) e adaptará para as telonas os três primeiros livros da série de uma vez.
Apesar de revelar eventos tristes que se passam com crianças, Snicket (ou melhor, Daniel) narra a saga de tal forma que não podemos deixar de nos entreter com as situações pelas quais os jovens passam. Infantil em alguns momentos, sarcástico em outros, Mau Começo é uma leitura despretensiosa, inteligente e bastante peculiar.
Título: Mau Começo (Livro Primeiro – Desventuras em Série) Autor: Lemony Snicket Tradutor: Carlos Sussekind Editora: Cia das Letras Preço: R$ 24, 50 Número de Páginas: 152 Ano de Publicação: 2001
Saiba mais sobre Desventuras em Série no site oficial da série, confira o site do autor Lemony Snicket, o site oficial do filme e visite o blog O Pundonodor sobre a série de livros. Este blog está linkado aqui no RR ali na coluna de Páginas Interessantes. e, semana que vem, colocarei um post sobre ele no ar. Não deixe de conferir.
Escrito por Khêder Henrique às 00h04
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Cinema (DVD): Donnie Darko

A capa do DVD
Imagem: http://www.technofile.com/images/donnie_darko.jpg
Donnie Darko (Jake Gyllenhaal) é o nome de um adolescente que todos consideram um desajustado. Ele tira notas baixas na escola, tem um comportamento anti-social e, ainda por cima, tem alucinações com um coelho monstruoso chamado Frank (James Duval) que o instiga a cometer atos de vandalismo e lhe anuncia que o mundo, em breve, irá acabar.
Donnie Darko é um filme extenso. Não pela sua duração, mas pelos temas que aborda. De divertidos diálogos sobre a sexualidade presente em desenhos animados como os Smurfs, passando por teorias do professor Stephen Hawking até discursos sobre a existência de Deus, a obra flerta com discussões sobre os desígnios do universo, traz professores que acham que devem apresentar aos seus alunos um mundo cor-de-rosa e escritores mais preocupados em venderem livros do que idéias. Fala de viagens no tempo e predestinação com fôlego ainda para contar uma inusitada história de amor.
O responsável pela obra é o novato diretor e roteirista do filme, Richard Kelly. A película custou apenas 4 milhões de dólares (pouco para os padrões de Hollywood). Segundo o site Omelete, Kelly “andava para cima e para baixo com um roteiro de ficção científica embaixo do braço”, mas nenhum estúdio queria bancar a história de um garoto esquizofrênico que conversava com um amigo imaginário que era um coelho de 1,80m. Quem bancou a fita foi a produtora Flower Film, de Drew Barrymore (que, no filme, faz a professora de literatura).
Há uma frase proferida na trilogia de O Senhor dos Anéis que diz “Nós devemos fazer o que pudermos com o tempo que nos é dado”. Acontece que não sabemos a duração deste tempo, pois não conhecemos qual o instante de nossa morte. Se as coisas são, realmente, pré-estabelecidas talvez nem devêssemos estar aqui. Nos faz pensar: por um detalhe em seu passado, talvez você nem estivesse aqui lendo este post. Já pensou nisso? Por causa de uma pequena mudança no rumo dos eventos de nossas vidas, você e eu poderíamos ser completamente diferentes. Com outros nomes e aparências. E vivendo em outros lugares. Ou até mesmo em outros tempos.

O intrigante Donnie Darko e seu amigo imaginário Frank
Imagem: http://news.bbc.co.uk/media/images/38375000/jpg/_38375019_darko_150b.jpg
Imagem 2: http://bluebones.net/news/images/frank.jpg
O final surpreendente é pra refletir e adquirir não apenas uma, mas várias respostas. Por isso existem tantas teorias sobre a obra. (Não leia a continuação deste parágrafo se você não assistiu ao filme ou não quiser estragar algumas de suas surpresas. Se quiser lê-lo é só selecioná-lo com o mouse) Para alguns, o filme é uma alegoria a história de Cristo e Donnie é uma espécie de Messias que faz um sacrifício final para salvar o mundo. Neste contexto, seus embates com professores e o guru são o equivalente aos de Cristo contra os falsos profetas. (Detalhe: as iniciais de Jim Cunningham, o personagem de Patrick Swayze, são as mesmas de Jesus Cristo e talvez isso não seja mera coincidência). Para outros, tudo não passou de um sonho que serviu como presságio. Donnie acordou do sonho (na cena em que está rindo ao final do filme), mas não acredita nisso, então volta a dormir e acontece o acidente. E ainda há a teoria que o diretor explica nos extras do DVD de que a história do filme se passa numa dimensão paralela que não deveria existir. Houve uma ruptura no espaço tempo e a história do filme se desenrolou, história esta que não era para acontecer. Donnie deveria ter morrido no acidente e nunca ter conhecido sua namorada ou tido as tais alucinações. Por isso, quando percebe o erro, ele volta no tempo para concertar as coisas. Por fim, há outra idéia de que ele voltou no tempo realmente com o intuito de salvar sua amada, pois se ela não se envolvesse com ele, ela não teria morrido. E ele fez isso mesmo sabendo que ambos não chegariam nem mesmo a se conhecerem e ela nunca se lembraria dele. Mas estas são apenas especulações. Existem outras e você pode cria uma após assistir ao filme que, de fato, permite tanta discussão.
É difícil resenhar um filme desses. Você deve assisti-lo. É tão intrigante quanto as discussões que levanta. Mais intrigante por sabermos que por mais que conversemos nunca chegaremos a uma resposta para essas questões. E ainda mais intrigante ao imaginar que nós poderíamos nem mesmo estar aqui tendo esta conversa.
Donnie Darko foi relançado agora em julho nos EUA como uma versão do diretor com novos efeitos especiais e mais de 20 minutos de cenas inéditas excluídas da versão original.
Escrito por Khêder Henrique às 00h06
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Literatura: Você já pensou em escrever um livro?

A capa da obra
Imagem: http://www.livrariasaraiva.com.br/imagem/imagem.dll?pro_id=140484&tam=2
Escrever é uma atividade muito prazerosa. É claro que há dias em que estamos mais inspirados do que outros, mas passar suas idéias para o papel não é algo muito complicado. E, logicamente, há pessoas com mais habilidade para esse hábito do que outras, mas todos podem escrever. Basta ter disposição e persistência. Essa é uma das lições que o livro Você já pensou em escrever um livro?, da autora Sonia Belloto, nos transmite.
O título da obra não poderia ser mais direto. Através de um texto gostoso de se ler (li o livro em 3 horas) a autora nos apresenta sua visão, algumas regras e dicas a respeito do mundo do mercado editorial. Ela nos ensina desde técnicas para produzir bons textos até explicações de como publicar um livro sendo um autor novato.
É engraçado que Sonia começa falando sobre as maravilhas de ser um escritor. E, ao final da obra, muda o tom e passa a explicitar as dificuldades do mercado e de se publicar um livro não sendo um escritor conhecido. Ela nos faz nos aproximarmos de um sonho e depois o coloca mais distante de nós.
Devido ao seu tamanho (o livro possui 128 páginas), a obra não se aprofunda muito nos aspectos dos quais aborda. Porém, a superficialidade é balanceada pelo volume de informações que traz em suas páginas. Em alguns momentos, até a história das técnicas de escrita é mencionada.
O livro é um convite a escrever. Acho que agrada mais a quem não possui esse hábito do que quem já o pratica. Muito do que é dito eu sabia de antemão, pois grande parte da bibliografia eu já li. E ler uma idéia em seu contexto original é outra história. Destaco na bibliografia o livro O herói de mil faces, de Joseph Campbell (leitura obrigatória para aqueles que gostam de contar ou ouvir e ler histórias).
Esse convite a escrever, talvez, também seja um chamado a participar da Fábrica de Textos, um projeto que estimula as pessoas a perderem aquele bloqueio que possuem quando tentam rabiscar algumas idéias no papel entre outras atividades. O livro parece ser um resumo dos cursos oferecidos por esse projeto. Aliás, o livro é um produto desta iniciativa. O site do projeto é o www.fabricadetextos.com.br
Pessoalmente, acho que escrever é uma atividade intelectual tão interessante quanto ler. Por isso leio e escrevo sempre que posso.
Título: Você já pensou em escrever um livro? Autora: Sonia Belloto Editora: SAMM Preço: R$ 19.90 Ano de Publicação: 2003 Número de Páginas: 128
Escrito por Khêder Henrique às 00h44
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Khêder Henrique

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