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 "Ninguém é tão grande que não possa aprender, nem tão pequeno que não possa ensinar."  

 Autor desconhecido


Comportamento: Orkut

Ilustração da página principal do Orkut

Imagem: http://www.orkut.com/img/i_wdyk.jpg

A Internet já possui uma nova mania. E ela atende pelo nome de Orkut. Não, não é nenhum novo site de flogs, mas uma gigantesca comunidade on line.

A idéia é simples: através de uma página da web, você lista seus amigos e participa de comunidades com temáticas definidas que funcionam como fóruns. Só que cada amigo seu tem mais alguns amigos, assim, com uns 20 amigos você já está conectado a mais de 1 milhão de pessoas. Isso sem falar nos novos amigos que você pode fazer nas comunidades. E para os mais viciados, há opções para listar seus amigos num rank, atribuir “carinhas” para os mais confiáveis, cubos de gelo para os mais “cool” e corações para os sensuais.

Ou você acha que no Orkut só fazemos amigos? Logicamente, a idéia inicial é conhecer novos rostos e rever antigos (é muito fácil encontrar pessoas que não vemos há anos). Porém, nada disso impede que alguns entrem com o intuito de arranjar uma companhia amorosa. Existem também teorias conspiratórias de que o serviço serviria como um banco de dados mundial de pessoas. Esse boato ganha fôlego devido a ligação com o Google, o maior serviço de busca da web.

Interessante é notar que o Orkut, embora um serviço americano, tenha mais adeptos brasileiros. Aliás, “mais adeptos” é eufemismo. Mais da metade são brasileiros (50, 27%). E isso nem o criador do serviço sabe explicar. O site foi criado pelo turco Orkut Huyukkokten que declarou ao Fantástico: “nunca estive no Brasil. Estamos contentes, mas não podemos fazer uma análise de tanta popularidade no Brasil”.

Um detalhe peculiar é que é necessário ser convidado para fazer parte do grupo. Você não pode simplesmente entrar no site e se cadastrar. Isso dá um certo charme ao serviço e cria situações engraçadas. Há pessoas que, de tão desesperadas para entrar para a comunidade, compram convites(!). Há até leilões virtuais e pessoas menos ambiciosas que os vendem por, sei lá, um dólar. Mas com a velocidade com que a mania cresce, em breve você ou os compradores de convites receberão o seu por e-mail.

O sucesso é tão grande que o Orkut já gerou filhotes. A versão made in Brazil do serviço atende pelo nome de 1Grau (lê-se: um grau). Para entrar para o serviço nacional não é necessário ser convidado, mas o número de membros e comunidades é bem menor.

Não sei explicar o que é tão divertido nesta brincadeira. É legal rever pessoas que passaram pelas nossas vidas e conversar com nossos amigos pela net, mas podemos fazer isso por ICQ ou Messenger. Acho que o diferencial são as comunidades. Isso que me atrai. Li um livro, mas não tenho com quem discutir. Entro no Orkut, digito o nome do livro e encontro uma lista de comunidades que debatem a obra.

Há de tudo, portanto, muitas comunidades fúteis. E algumas tão engraçadas como sua falta de propósito. Há a comunidade “Eu odeio o Orkut”. Oras, se o odeiam, por que fazem parte do serviço? e a “Eu já fui preso no Orkut”. Eu faço parte desta.

Ela une as pessas que já foram presas pelo serviço. É, você pode ser preso por lá e não poder utilizar as ferramentas do sistema. Ninguém ainda entendeu muito bem como isso funciona, mas existem até teorias de que há perseguição contra brasileiros e iraquianos. Na dúvida, mudei minha nacionalidade para japonesa (!), pois fui preso na semana anterior (rs).

Vai entender estas pragas da Internet. Desde que elas não atrapalhem nossa vida, deixando de estudar ou trabalhar para acessá-lo ou fornecendo informações pessoais para estranhos como endereço ou telefone, acho que o Orkut tem muito a acrescentar. É só encontra uma comunidade legal. Nos vemos por lá. E por aqui também, né? (rs)



 Escrito por Khêder Henrique às 21h12
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Artes Plásticas: As situações dos museus

As obras de arte são um elo com nosso passado que não deve ser rompido

Imagem: http://www.alguemnet.hpg.ig.com.br/imagens/transformation.jpg

As condições sobre os museus das grandes cidades não é novidade para ninguém. É comum lermos em algum veículo de comunicação que determinado museu fechará suas portas por falta de verbas ou que a exposição X será adiada por causa de alguma infiltração que está corroendo as paredes do prédio da galeria. A revista Carta Capital publicou uma matéria em sua edição da semana anterior em que traz mais dados que ilustram esse cenário trágico de descaso com acervos e outras obras que contém um patrimônio de valor inestimável.

O Museu Nacional de Belas Artes, de São Paulo, por exemplo, possui um terço dos funcionários com que contava há 12 anos e uma obra nova não é adquirida há mais de 20 anos. As leis de incentivo cultural não funcionam como deveriam. Um banco, para citar um exemplo, acha muito mais conveniente criar um espaço que funciona como um centro de eventos do que “adotar” um museu, patrocinando-o. Isso cria até um conflito, pois o espaço cultural do banco que conta com recursos privados passa a concorrer com o museu combalido e dependente dos parcos recursos do governo.

Os curadores e entendidos no assunto entrevistados na matéria apontam o mesmo problema: a falta de disciplina do governo. Há leis de incentivo? Sim, mas elas não são administradas corretamente. É como ter um ótimo plano, mas não saber executá-lo. Existe uma idéia (as leis de incentivo), mas ela não é fiscalizada. Neste contexto, o privado incentiva a cultura da forma que quiser. Cria um espaço cultural próprio, destina uma quantia para um museu nem tão carente quanto outro. A situação é tão ridícula que não se sabe nem quantas galerias existem no país(!), pois não é feita pesquisa ou pela inexistência de algum tipo de controle quando estes espaços são inaugurados.

Esse post apenas (e infelizmente) aponta o óbvio: a falta de atenção dos governantes para com os patrimônios históricos e legados de nossa cultura. É triste ver esse descaso com o passado. Nossa visão só piora quando observamos o presente que nos faz até perder a vontade de imaginar um futuro.



 Escrito por Khêder Henrique às 20h23
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Comportamento: Os médicos devem sempre dizer a verdade?

Mentir para evitar a dor ou contar a verdade, doa a quem doer?

Imagem: http://www.midaf.com/pics/medicos.jpg

Em Carta Capital da semana passada, foi publicada uma matéria sobre a relação médico e paciente, onde é explicada a situação pela qual muitos profissionais desta área encontram-se quando devem dar uma notícia ruim. O que eles devem fazer: mentir para evitar a dor ou contar a verdade, doa a quem doer?

A matéria, assinada por Riad Younes, apresenta o ensinamento que Hipócrates passava aos seus discípulos e que “perdurou por mais de 24 séculos”: o médico “deve realizar suas tarefas com calma e destreza, escondendo a maioria das coisas do paciente, não devendo revelar nada sobre sua condição futura ou presente”. Isso levou muitos profissionais a omitir informações ou até mesmo a mentir. Essa mentira era considerada “boa” e passou a ser chamada de “mentira branca”.

Isso fica claro com as instruções do código de ética da Associação Médica Americana que, no fim do século XIX, afirmava: “É, portanto, um dever sagrado guardar-se com cuidado a esse respeito, evitar todas as coisas que têm tendência a desencorajar o paciente, e a deprimir seu espírito”. O mesmo código, na década de 80, mudava de discurso: “o médico deve lidar honestamente com o paciente e seus colegas. O paciente tem o direito de saber seu estado clínico, passado e presente, e de ficar livre de quaisquer crenças errôneas relativas a sua condição”.

Enfim, a matéria prossegue apresentando esta situação constrangedora vivencia dia após dia pelos profissionais da medicina, mas também acentua outro ponto importante que gostaria de colocar aqui: os médicos que mentem em benefício próprio. Hoje, existem mecanismos e situações pelas quais Hipócrates não passou e, portanto, não poderia opinar. Um exemplo? Os planos de saúde. Quem nunca se perguntou se aquele médico não optou por fazer aquele determinado tratamento por ser mais caro? Não havia opção? Não havia um método mais barato?

A matéria fala também de médicos que dizem mentir pelos pacientes. Ou seja, optam por determinado tratamento que o plano de saúde pague, pois o tratamento mais indicado não é coberto pelo plano. Apesar de parecer uma discussão simples, não é. Trata-se muito mais do que contar uma mentira. Mentir sobre a saúde de uma pessoa é algo muito sério.

Um amigo meu possui astigmatismo e miopia. Sua oftalmologista indicou uma colega de trabalho que também é retinóloga, pois desconfiava da possibilidade de um descolamento de retina. Esse tipo de problema pode levar até a perda completa de visão do paciente. A retinóloga disse que sua retina apresentava falhas e de que um tratamento a laser deveria ser feito. Seriam quatro sessões de R$ 260,00 cada. Na dúvida, ele passou com outro médico que desconfiou: ou a pessoa está com descolamento ou não está. Não existe meio termo. Meu amigo ainda está para passar com outro retinólogo.

Ainda não sabemos se a história da retinóloga era verdade ou mentira, mas se ela mentiu para ganhar com as sessões a laser, a coisa poderia ficar séria. Por mais que o laser não faça mal algum ao paciente, fazê-lo passar por um tratamento caro e desnecessário está a quilômetros de uma atitude decente. Se verdadeira, a médica cumpriu com sua obrigação de alertar o paciente de um problema sério.

Embora, esta situação seja ilustrativa, ela não está nem perto de uma situação bem mais grave que leve o paciente à morte. Revelar a existência de um câncer é bem mais complicado que falar sobre um “possível deslocamento de retina”. É complicado falar sem passar por uma situação, mas acho que o paciente tem o direito de saber o que se passa com seu organismo. Oras, algo visível como uma amputação ou necessidade de cirurgia não seria algo omitido, mesmo que o médico quisesse. Então, vamos passar a mentir apenas porque o problema é microscópico e o paciente não tem como descobrir se o médico não lhe contar?

Essa é uma questão ética que toma o rumo que a índole de cada profissional indicar. Não sou médico e nunca tive de ponderar sobre dar ou não uma notícia ruim sobre a saúde de alguém. Mas, como alguém que reflete sobre este tema, eu pergunto: por mais que a verdade afete o paciente, é ser deixá-lo viver uma mentira? 



 Escrito por Khêder Henrique às 19h20
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Imagens

Imagem: http://www1.folha.uol.com.br/folha/ilustrada/images/20040118-iron_maiden-04.jpg

Crédito da foto: Ayrton Vignola/Folha Imagem

Legenda da Foto: Show do Iron Maiden em São Paulo

Esta foto é antiga, mas achei muuito legal quando a encontrei. É uma foto (como revela a legenda) do espetáculo do Iron Maiden que aconteceu no começo do ano em Sampa. Ela fala por si só.

Imagem: http://www1.folha.uol.com.br/folha/galeria/images/2004081006.jpg

Crédito da Foto: Flávio Florido/Folha Imagem

Legenda da foto: Jogadoras da seleção brasileira de basquete visitam a Acrópole, principal ponto turístico de Atenas (Grécia)

Às vésperas do início do Jogos Olímpicos, achei interessante colocar uma bela imagem que mostrasse algum templo grego.


As imagens destes posts podem ser conferidas na Folha On Line, de onde elas foram retiradas. Todos os direitos estão reservados.



 Escrito por Khêder Henrique às 20h14
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Editorial

Imagem: http://images.orkut.com/images/klein/51/198551.jpg

Making Of

E mais uma semana se inicia. Desde já eu gostaria de avisar aos visitantes do RR que, muito provavelmente, não poderei estar atualizando diariamente (de segunda a sexta) o blog como vinha fazendo no mês de Julho.

O motivo? A volta às aulas. Novos trabalhos, menos tempo. Enfim, compromissos que podem afetar o andamento convencional desta página.

Mas isso é apenas um aviso. Por enquanto, o blog continuará recebendo novos posts todos os dias. E novidades estão a caminho.

Links Rápidos

Os mais observadores já notaram (tanto que já até comentaram comigo sobre isso) que a coluna ao lado possui uma nova “atração”: a coluna Links Rápidos.

Quem já mexeu já descobriu sua vantagem. Sabe aquele texto que eu publiquei lá em Abril e você gostou e desejava ler outra vez, mas não queria ter o trabalho de procurar no histórico? Pois ele está ali.

Blog ou Site?

Esse recurso não muda em nada a navegação pelo blog. Nem o transforma em site. Ele continua um blog, que em última análise, nada mais é do que um site tosco. Mais rudimentar, mas não por isso ruim.

É um recurso para agilizar uma busca. Ao invés de ficarmos caçando algo no histórico, clicamos direto num link que nos direciona ao histórico certo.

A idéia de um blog é a mesma de um diário, mas não dá para eu deixar todos os textos na página inicial, pois levaria anos para a página completa ser carregada. Por isso são disponibilizados na primeira tela 7 textos. O certo seria eu colocar apenas 5 já que este é o número de textos levados ao ar em uma semana, porém, eu “calculei” uma margem de erro já que em alguns dias eu coloco mais de um texto no RR.

Por enquanto, estou colocando apenas os posts mais comentados e os de maior relevância. Se quiser sugerir um, esteja à vontade.

InfoBlog

Pessoal, sugiram novos nomes para o InfoBlog, o informativo digital do RR. Já recebi nomes legais, mas gostaria de ter mais opções.

Assuntos

E podem sugerir assuntos também. O pessoal não costuma me enviar sugestões de assuntos. Sempre são a mesma meia dúzia de pessoas que diz o que gostaria de ler por aqui. Mas o blog não é de meia dúzia de pessoas, mas de todos.

Orkut

Esta semana, uma das atrações será Comportamento: Orkut. Você já faz parte desta gigantesca comunidade digital? É um assunto que “dá pano pra manga”.

Eu faço parte e posso até arranjar um convite para você, se quiser (rs). Se fizer parte, me diga como encontrá-lo por lá, ok?

Até mais.



 Escrito por Khêder Henrique às 20h27
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   Khêder Henrique

 

 

 

Khêder Henrique mangá

 

 

    22 anos

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 Blog sobre cultura e comportamento produzido por Khêder Henrique

 Março - 2004

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