Cinema: Fahrenheit 11 de Setembro

Cartaz do filme
Imagem: http://www.omelete.com.br/imagens/cinema/artigos/fahrenheit_11_de_setembro/poster.jpg
Unindo fortes argumentos, um poderoso material de pesquisa e uma edição nada inocente, o documentarista Michael Moore mira o presidente mais poderoso do planeta em Fahrenheit 11 de Setembro.
Apesar do título, o filme não trata de como se deu o famoso ataque aéreo naquele ano de 2001, mas de suas conseqüências. E traz como estrela principal do filme George W. Bush e os ocupantes dos mais importantes cargos de seu governo. Um detalhe interessante é que os créditos iniciais são acompanhados de cenas que mostram o vice-presidente, Dick Cheney, a conselheira de segurança, Condoleezza Rice, o Secretário de Estado, Colin Powell, entre outros sendo maquiados antes de iniciarem o pronunciamento de algum discurso. O que estabelece um clima de falsidade no ar.
Não há espaço para imparcialidade, pois, antes de assistirmos ao filme, já sabemos que Moore é anti-Bush de carteirinha. E quem não sabe disso, não ficará sem perceber o veneno destilado contra o atual morador da Casa Branca, pois o filme se inicia com um retrospecto da polêmica eleição presidencial de 2000 que coloca a candidatura de Bush em xeque logo “de cara”. Não é mais, simplesmente, uma questão de “este presidente estar fazendo algo ruim” ou não. É uma questão de direitos democráticos: ele, de fato, é ou não é o representante legítimo elegido pelo povo?
O “prólogo” de Fahrenheit termina com ataque ao World Trade Center (na minha opinião, a melhor seqüência do filme, já que não mostra cenas, apenas eleva o áudio do choque dos aviões com as torres de concreto, vidro e aço) e como essa tragédia desviou o foco da polêmica em torno da posição de Bush e cia no poder.
Moore costura um documento que informa e diverte – na medida que um filme sobre um evento que narra as seqüelas de um atentado terrorista permite – e coloca os atores da farsa em situações ridículas como a passagem que mostra um discurso de Cheney (dizendo que a Guerra no Iraque é humanitária e que há uma grande preocupação em não matar inocentes) mesclado a cenas de civis chorando a perda de entes queridos devido ao ataque americano.

Quando recebe a notícia do ataque ao WTC, Bush fica sem reação durante 7 minutos
Imagem: http://www.omelete.com.br/imagens/cinema/artigos/fahrenheit_11_de_setembro/1.jpg
Há seqüências fortes como as que mostram jovens soldados americanos inconseqüentes torturando prisioneiros no Iraque ou revelando quais as melhores músicas para se ouvir quando se está matando pessoas (!). Claro que há também a presença de jovens mais engajados que se perguntam porque o presidente não está por ali, pedindo para voltar para casa ou confessando que sentem que cada morte que provocam, ferem suas almas.
Trata-se de um documentário, portanto, somos bombardeados por um enorme volume de informações e não temos tempo de digerir uma antes de outra chegar. Nestes momentos, nos perguntamos de onde ele tirou esta ou aquela informação. Este fato eu não sabia, mas, segundo a revista SET, Moore disponibilizou em seu site todas as fontes de onde tirou as informações apresentadas em seu filme com a finalidade evitar problemas judiciais.
É um filme forte e interessante por revelar um lado dos EUA que Hollywood teima em não mostrar de sua aparente potência intocada e que seus blockbusters tanto gostam de pincelar. O grande mérito da película é nos fazer revirar na poltrona já que apresenta situações ridículas e óbvias, porém absurdas, mas mesmo absurdas não provocam a reação da maioria da nação acomodada. Michael Moore se incomoda e deixa isso bem claro.
Escrito por Khêder Henrique às 20h34
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Imagens

Imagem: http://www1.folha.uol.com.br/folha/galeria/album/images/20040813-cerimonia-01.jpg
"Anéis Olímpicos são acesos durante cerimônia de abertura
dos Jogos Olímpicos de Atenas, na Grécia"

Imagem: http://www.omelete.com.br/imagens/cinema/news/posters/fahrenheit9112.jpg
O hilário pôster do filme Fahrenheit 11 de Setembro
Duas imagens bacanas para ilustrar
o RR. A primeira, uma belíssima foto da
cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos na
Grécia, como informa a legenda da Galeria da Folha de
onde a foto foi retirada.
A segunda, o pôster mais
interessante de Fahrenheit 11 de Setembro (post amanhã por
aqui, hein?). Michael Moore e Bush de mãos
dadas? "Polêmica? Que polêmica?" Muito bem sacado.
Escrito por Khêder Henrique às 22h06
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Cinema: Hellboy

O cartaz do filme
Imagem: http://www.omelete.com.br/imagens/cinema/artigos/hellboy/poster.jpg
Ele não é conhecido do grande
público e possui apenas uma década de vida. Nem por isso
Hellboy não é um dos melhores filmes desta nova safra baseada
em personagens das histórias em quadrinhos.
Todos sabem o que esperar de
filmes de outros heróis que possuem milhares de fãs ao redor do globo e décadas
de existências. Sabem que as expectativas sobre o diretor são grandes e a
fidelidade é algo mais do que esperado (exigido?).
Em Hellboy, o diretor
Guilherme del Toro – fã confesso do personagem – não fez por
menos. O respeito ao personagem é o alicerce de uma obra tão divertida quando um
bom gibi. Mas sem a pressão exercida sobre a produção de outros
blockbusters.
Os personagens são bacanas, os
cenários são legais, a trama mantém nosso interesse e as maquiagens são
espetaculares. Tudo para contar a história (muito bem sacada) da cria de
Mike Mignola: um bando de ocultistas entre os nazistas, numa
última cartada, resolve presentear Hittler convocando uma
criatura do inferno. Mas, os americanos atrapalham a cerimônia e garantem que a
História transcorra como a conhecemos. Os Aliados ganham a guerra. O que ninguém
sabe é que a tal cerimônia deu certo. E trouxe para nosso mundo um pequeno
demônio vermelho e chifrudo que ganhou o nome de Hellboy.

Hellboy em dois momentos: com sua amada Liz e enfrentando o
monstro do dia
Imagem: http://www.omelete.com.br/imagens/cinema/artigos/hellboy/3.jpg
Imagem 2: http://www.omelete.com.br/imagens/cinema/artigos/hellboy/5.jpg
A criatura foi adotada pelo
professor Broom e foi treinada e educada para lutar pelo bem
junto a uma versão mística dos Homens de Preto: a
Bureau de Pesquisa e Defesa Paranormal, uma agência
governamental secreta que deve proteger a humanidade de ameaças inexplicáveis.
Lá, o “Vermelho” tem como aliados Liz Sherman,
uma garota que controla mentalmente o fogo, e Abe Sapien, um
ser aquático com poderes telepáticos.
A trama possui seu charme mesmo
com poucas reviravoltas e acontecimentos previsíveis, mas a capacidade com que o
diretor nos conduz, sem pressa para apresentar os acontecimentos, garante
momentos únicos de entretenimento que não veríamos em qualquer outro filme de
super-heróis. Só para citar um: o momento em que Hellboy fica expiando sua amada
Liz de um telhado tendo um “encontro” com outro agente do Bureau.

O garoto do inferno armado com um poderoso trabuco e Abe
conversa com o Prof. Broom
Imagem: http://www.omelete.com.br/imagens/cinema/artigos/hellboy/1.jpg
Imagem 2: http://www.omelete.com.br/imagens/cinema/artigos/hellboy/2.jpg
A maquiagem unida a bela
fotografia garante uma transposição única do trabalho de Mignola (dono de um
traço com poucos detalhes, mas com uma sábia utilização de contrates que
garantem a vivacidade de seqüência de suspense e terror) para a telona. As cenas
que simplesmente mostram Hellboy na neve (o contraste de vermelho e branco) ou o
garoto do inferno em labirintos sombrios são sublimes.
E as brincadeiras com simbologias
(um demônio segurando terços, por exemplo) são sempre bem
vindas.
Enfim, o que tinha tudo para ser
um filme de monstros se estapeando transformou-se num divertido filme de ação e
ficção com pitadas de fantasia e romance (Hellboy, em vários momentos se torna
um “A Bela e a Fera” mais adulto) devido a um competente
trabalho de direção e supervisão do autor da obra original.
Escrito por Khêder Henrique às 21h05
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Editorial

Imagem: http://images.orkut.com/images/klein/51/198551.jpg
Oi,
pessoal!
Reparei que o movimento por aqui
caiu. O que será que está acontecendo? O RR perdeu a graça? Ou ele
está competindo pela atenção de seus visitantes com a febre virtual conhecida
como Orkut? Por falar na
praga...
Orkut
O post de sexta foi sobre
esta comunidade virtual que despensa apresentações. Ele recebeu apenas 3
comentários, mas foi um post acertado. Como um amigo disse, saiu primeiro aqui!
Acontece que o Orkut, nesta semana, está sendo matéria de
diversas revistas, inclusive capa da Época. Fala sério! Não tinha nada mais
importante pra colocar na capa?
E as
Olimpíadas?
Já que fomos para a
Grécia...
Partenon
Finalmente, atualizei o
meu Fotoblog! Depois de meses, eis uma foto nova. Pode não ser grande coisa, mas
é engraçada.
Agora que atendi aos
pedidos de amigos e inimigos, cabe uma explicação. Está na cara que o RR está em primeiríssimo lugar para mim. Você
pode dizer: Poxa, mas atualizar um fotoblog é só colocar uma foto e pronto. Sim,
mas não tenho lá tantas fotos interessantes para colocar. Acho que tenho muito
mais a dizer através desta página que você está lendo do que por
imagens.
Sim, uma imagem pode valer
mais do que 1000 palavras. Mas eu ainda prefiro as 1000 palavras.
Compreendido?
Dia 20 de
Agosto
Antes que me esqueça,
preciso dar um aviso para quem mora fora dos limites de São Bernardo do
Campo. Nesta sexta, dia 20, será feriado na cidade
onde moro devido ao aniversário da metrópole. Por isso, não atualizarei o RR neste
dia.
Eu sei que o
Daniel, que mora lá em Erechim (adoro esse
nome), no Rio Grande do Sul, por exemplo, não tem nada a ver
com isso, mas mesmo assim, o RR também prolongará seu final de
semana.
Leituras
O que vocês estão lendo de
bom? Faz algum tempo que não posto um texto sobre um livro que li. O problema é
que não terminei de ler nada até o momento. Atualmente, estou curtindo
Sex and the city, o livro base para a série homônima. Embora
distante da série de TV – até com protagonistas diferentes –, o livro diverte.
Pouco, mas diverte. Quando terminar de lê-lo. Postarei algo sobre
ele.
InfoBlog
Falando no informativo
digital deste humilde blog, gostaria de lembrar que continuo aceitando sugestões
de nomes para mudar o termo “InfoBlog”,
certo?
Recados dados. Fico por
aqui.
Uma boa semana a
todos.
Escrito por Khêder Henrique às 19h48
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Khêder Henrique

Khêder
Henrique mangá
22 anos
Estudante de
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Escritor a todo
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Março - 2004

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