Notas Virtuais
A semana acabou!!! Viva!!! O Natal
está chegando!
Espero que tenham rido muito com a
série Máscaras Humanas de meu jotelog. O que?
Você não sabe do que estou falando? Então, confira agora mesmo no Parteon 2.0 a pagação de
mico.
Para começar, um link para um blog
legal. Faz tempo que os diários virtuais não têm espaço por
aqui.
Surtos de uma publicitária
metropolitana
Este blog é mantido por uma
divertida publicitária que fala de qualquer coisa. Do que estiver afim de surtar
naquele dia.
Há surtos de política, poesia,
músicas...
Ao invés de entrarmos e ficarmos
surtados, o blog nos dá paz com textos saborosos sobre uma realidade tão
enlouquecedora quanto
a em que vivemos.
The Polyphonic Spree - The Quest fo the rest
Outra coisa inédita por aqui, são
a indicação de sites com jogos.
Este jogo é um pouco infantil.
Trata-se de uma aventura com três crianças por uma terra mítica e cheia de
perigos. O jogador precisa apenas clicar sobre alguns
pontos do cenário com o mouse para fazer as coisas
acontecerem.
Embora bobo, o jogo possui um
lindo gráfico.

O logo do criado dos claustrofóbicos jogos em que o jogador
acorda preso em um quarto desconhecido
Imagem: http://www.fasco-csc.com/img/top_logo.jpg
Fasco-CS
Esta página oferece jogos bem mais
adultos. Após uma noite de bebedeira, você acorda em um estranho quarto do qual
precisa escapar. Essa
é a premissa de Crimson Room, um jogo em Flash
que já é considerado um clássico da net.
O game fez tanto sucesso que seu
criador até desenvolveu uma sequência intitulada Viridian Room.
E, em breve, um novo game chamado Blue
Chamber completará a trilogia.
No melhor estilo dos jogos de
aventura, você deve achar itens e combiná-los para escapar de complicadas
situações.
Faço apenas uma ressalva: se tiver
claustrofobia, não jogue este game.
Desejo a todos um sincero bom fim
de semana.
Escrito por Khêder Henrique às 21h25
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Literatura: O Signo dos Quatro

Capa da obra
Imagem: http://i.s8.com.br/images/books/cover/img4/68284.jpg
O Signo dos Quatro é o primeiro romance que leio com o personagem Sherlock Holmes. É divertido ler uma aventura com um personagem tão famoso. Você se sente íntimo do protagonista antes mesmo do primeiro capítulo terminar. Finalizada a leitura, é fácil compreender porque Sherlock é tão adorado e conhecido.
Esta história narra o caso de Mary Morstan. A jovem procura por seu pai, um oficial da marinha desaparecido há mais de uma década, que pode estar envolvido com o misterioso sumiço do Tesouro de Agra, uma valiosa coleção de pedras preciosas.
Nem tudo é o que parece como em todo bom romance policial. O maniqueísmo não tem lugar na aventura e os bandidos não podem ser considerados necessariamente maus, apenas indivíduos com uma visão distorcida de justiça.
Fica claro que os personagens de Sir Arthur Conan Doyle são atraentes por serem reais ou o mais perto que podem chegar da realidade. Sherlock Holmes não é perfeito. É falível. E mais do que isso, seus valiosos talentos são muito bem conhecidos por ele mesmo o que o torna arrogante devido ao tamanho de seu ego em vários momentos.
Seu fiel companheiro, o Dr. Watson, é o narrador e compartilha conosco suas visões do famoso detetive e de suas aventuras. Ao mesmo tempo em que admira o protagonista, ele o considera preconceituoso e dono de diversos outros defeitos. Desenvolve ao longo da história uma grande paixão pela Srta. Morstan e vivencia situações divertidíssimas em diversas passagens como a que ele tem que buscar um cão farejador na loja de um amigo de Holmes às 3h da manhã e é ofendido de bêbado vagabundo pelo proprietário do estabelecimento.
È incrível que uma obra escrita durante o século XIX permaneça tão atual. A literatura apresentada é a comum da época: não há tanta ação quanto os romances policiais de hoje e algumas descrições são demasiadas longas, porém nunca quebram o ritmo da história.
Não há momento algum em que a narração é interrompida para apresentar as características psicológicas de um personagem. Watson vai narrando a aventura e os diálogos e, por meio destes, é que ficamos sabendo de determinados traços da personalidade de Holmes ou dos coadjuvantes da saga.
Segundo Holmes, as três qualidades necessárias a um detetive ideal são: observação, dedução e conhecimento. Logicamente, o protagonista possui todas. É indiscutível que Holmes é um grande observador e isso é o alicerce de seu sucesso, porém, se a narração possuir um defeito como “forçar a barra” em alguns momentos é no terceiro item. Por mais que seja um ávido leitor, Sherlock simplesmente parece saber de tudo. Em certo momento, para fazer uma dedução, ele precisaria conhecer a cultura dos selvagens das ilhas Andamã. E ele possui um livro justamente sobre o assunto.
A linguagem da obra é visivelmente destinada ao público infanto-juvenil. A tradução de Antonio Carlos Vilela, um autor de livros deste gênero, flui com tranqüilidade, porém, é irritante em certos momentos que os protagonistas, senhores na casa dos 30, falem como adolescentes para ficarem parecidos com o público leitor ao qual a obra se destina.
Tirando estes pormenores, a história é divertida e apenas um aperitivo. É perceptível que esta não é a melhor aventura de Holmes e o personagem possui muito mais a ser explorado. Não é de se estranhar que um personagem tão bem construído possua tantos fãs ao ponto de transformar seu endereço fictício em museu dedicado ao personagem na vida real e que o correio não saiba o que fazer com as cartas que recebe diariamente destinadas a rua Baker. Como muito bem colocado por um internauta em um site de vendas sobre as obras do personagem: “mais do que boas ou ruins, as histórias de Sherlock Holmes são reais”.
Título: O Signo dos Quatro Autor: Sir Arthur Conan Doyle Tradutor: Antonio Carlos Vilela Preço: R$ 5,00 Editora: Melhoramentos Número de páginas: 109 Ano de Publicação: 1999
Escrito por Khêder Henrique às 17h47
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Comportamento: “mercenários” x “vagabundos”

“Mercenários” X “vagabundos”
Imagem: http://ssevillano.free.fr/galerie_anarchisme_et_atheisme_11/images/dollar.jpg
Imagem 2: http://www.matiasriviera.com.br/images/casalguardasol.jpg
Eu sei que “mercenários” e “vagabundos” são palavras bastante ofensivas. Mas ninguém pode negar que são igualmente expressivas e caem como uma luva sobre o que quero conversar neste post: as diferenças entre as pessoas que fazem qualquer coisa por dinheiro e aqueles que não curtem fazer nada, apenas curtir uma sombra e água fresca.
Na verdade, escolhi estes termos ofensivos, pois, em geral, são aqueles os quais utilizam para nos taxar de algo. Por exemplo, quando você está trabalhando demais e não tem tempo mais pra nada, muitos passam a te chamar de mercenário. E quem não te conhece passa a achar que, realmente, você faz tudo por dinheiro. Nem de workaholic (os viciados em trabalho) te chamam. Já partem para o mercenário. Engraçado que não sei qual das duas alcunhas são piores.
É lógico que, de fato, existem os chamados mercenários, porém ninguém pode negar que se o cara trabalha única e exclusivamente por grana, isso é problema exclusivo da pessoa. E ninguém pode negar que todos temos contas a pagar e dinheiro se faz necessário. Aliás, money nunca é demais.
Particularmente, prefiro ser apelidado de mercenário do que de vagal, pois ser considerado um “fazedor do nada” é absolutamente cruel. É como ser considerado incapaz de realizar qualquer atividade ou um cara não preocupado em se fazer capaz ou apto para qualquer tipo de trabalho. Pode até se tratar de um bon vivant que tem grana para fazer o que quiser, mas a sensação de passar os dias à toa sem produzir nada ou sem traçar objetivos de viva é triste. Imagine uma vida improdutiva assim. É um desperdício de tempo.
A vida é o tempo que temos para realizar. Não digo apenas em trabalhar para manter um sistema dominante que nos torna apenas pequenas peças de uma gigantesca engrenagem. É desmotivador pensar que somos obrigados a relegar nossa vida a um esquema idiota de escola, trabalho e casa. Prefiro pensar em metas a alcançar e que tudo em nossa vida pode nos ajudar a atingi-las. Ou seja, escolhemos um ofício que nos tornará melhores em algum sentido para atingir uma meta. Assim como fazer um curso de faculdade ou qualquer outro aprimoramento profissional. Quando digo isso, não penso nem de longe na idéia de que “o trabalho enobrece o homem”. Enobre ce coisa alguma. Trabalhamos porque precisamos pagar nossas contas ou nos sentirmos úteis de alguma maneira. Mas creio que sim, o trabalho pode ser “agradável”. Se fizermos o que gostamos, podemos curtir algum tipo de satisfação. E a recompensa financeira por esta atividade pode nos ajudar no futuro.
Se você tem oportunidade de viver sem trabalhar, ótimo. Aproveite a vida para viajar pelo mundo e conhecer diferentes culturas. Fazer diferentes cursos ou ler diversos livros. Torne-se a pessoa mais inteligente do mundo (como diria um conhecido). Mas não deixe a vida passar em branco, nem que sua maior realização seja a geração de um filho. Contanto que você seja um grande pai e exemplo, está valendo.
Escrito por Khêder Henrique às 20h13
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Cinema: Capitão Sky e O Mundo de Amanhã

O pôster do filme
Imagem: http://www.omelete.com.br/imagens/cinema/news/world_of_tomorrow/poster4p.jpg
O novato cineasta Kerry
Conran brinca com o passado e futuro em seu filme de estréia
Capitão Sky e o Mundo de Amanhã. Valendo-se dos mais modernos
recursos de geração de imagens por computador, 100% dos cenários da película são
produzidos digitalmente – os atores sempre contracenavam em frente a um fundo
azul (croma key) onde os cenários seriam incluídos mais tarde –, para,
ironicamente, narrar uma história de ficção científica que se passa logo após a
1ª Grande Guerra e é envernizada com a inocência característica da
época.
Essa brincadeira de mostrar o
futuro (que para nós do século 21 não é tão futurista assim) pelos olhos de
personagens do início do século 20 é divertida quando o espectador mergulha na
história e deixa de lado a mania de tentar deduzir até onde vai o croma key em
cada cena. O que é real e o que é gerado por computador é um pano de fundo e não
a atração principal. Mas, obviamente, o mundo de Capitão Sky gerado por
computador está sendo exposto durante os 106 minutos de duração do filme para o
expectador, por isso é impossível não reparar quando o efeito alcançado é
perfeitamente verossímil ou toscamente perceptível.
Para disfarçar a discrepância
entre a atores de carne e osso e cenários digitais, a fotografia utilizada não
segue uma harmonia de cores (assim como na pintura expressionista). O filme não
é em preto e branco, mas são poucas as cenas realmente coloridas. Ou seja, as
cores utilizadas nunca são fortes e a predominância é do branco. Desta forma, os
personagens ficam “brilhosos” e “mágicos”, o que garante dois
interessantes e distintos efeitos: tudo parece um sonho (muito da ficção
científica mostrada ali é um sonho até para os dias de hoje), o que concede ao
filme um ar atemporal; e as expressões dos personagens ganham destaque até mesmo
diante dos fantásticos cenários.
Embora a trama siga os passos do
escritor H. G. Wells, apresentando uma ficção cientifica mais
ingênua com direito a ondas de rádio visíveis ao olho humano (no melhor estilo
dos clássicos desenhos exibidos no canal a cabo Boomerang) ou
personagens típicos como o do bravo aviador ou da intrépida repórter que segue o
mocinho até o fim do mundo, não há a permanência de tais estereótipos. Mesmo
porque isso afastaria o público atual mais acostumado a anti-heróis, divididos
entre os dois lados da lei, do que heróis que só querem fazer o bem a troco de
nada. Assim, temos um Capitão Sky (Jude Law)
humano, ou seja, falível, capaz de mentir, que se sente impotente diante dos
perigos e não hesita em fugir para salvar a própria pele. E sua companheira, a
jornalista Polly Perkins (Gwyneth Paltrow),
que, apesar dos traços de ingenuidade, representa muito bem a teimosia e
sagacidade de muitos repórteres de nossos dias por uma grande matéria que
justificam a aversão de várias pessoas aos profissionais da imprensa.
Já o vilão poderia ser mais
interessante assim como os elegantes protagonistas ou os imprescindíveis
coadjuvantes Dex (Giovanni Ribisi) e
Franky Cook (Angelina Jolie, em uma rápida
participação). O tão famigerado Dr. Totenkopf é apenas
uma ameaça fantasma que ninguém nunca viu ou sabe onde encontrar durante todo o
filme e quando o personagem deve dar as caras, sua aparição é decepcionante.
Quando assisti ao filme, pensava
que o diretor poderia ter sido mais ousado, pois, teoricamente, com cenários
gerados por computador, não há limites para a movimentação da câmera. Talvez eu
esperasse algo mais aventuresco como a câmera nervosa de Peter
Jackson, diretor de O Senhor dos Anéis. Porém, muito
bem lembrado por um amigo, isso tiraria o caráter de um filme antigo quando tais
recursos não eram possíveis. Desta forma, o filme criaria uma ruptura entre
conteúdo mostrado (uma aventura durante a primeira metade do
século 20) e a linguagem cinematográfica utilizada (recursos
tecnológicos do século 21).
Se os produtores pensam em criar
uma franquia com Capitão Sky precisam pensar em como renovar os personagens a
cada filme para não desgastar tão facilmente uma boa idéia. O filme não é bom
apenas por seus cenários gerados digitalmente. Este foi apenas o primeiro
passo.
Escrito por Khêder Henrique às 20h13
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Editorial

Imagem: http://images.orkut.com/images/klein/51/198551.jpg
Oi, galera!
Espero que todos estejam bem dispostos para uma nova semana que se inicia.
As coisas estão bem mais tranquilias na faculdade e estou me dedicando a novas leituras. Estou curtindo meu primeiro romance de Sherlock Holmes (O Signo dos Quatro) que vira post ainda esta semana.
Assisti a Capitão Sky e o Mundo do Amanhã e o filme é outro post desta semana.
O RR ainda trará no decorrer destes dias um texto sobre os extremos entre as pessoas que trabalham demais, que são taxadas por conhecidos de "mercenários", e aqueles que não curtem fazer nada, os chamados "vagais".
No Partenon 2.0, meu jotelog, colocarei durante esta semana a série de fotos Máscaras Humanas. Apenas para rir (é íncrível as coisas que fazemos para passar o tempo quando nos divertimos sozinhos...rs). Acho que as imagens garantirão boas risadas...
Uma boa semana para todo mundo e até amanhã.
Escrito por Khêder Henrique às 18h28
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Khêder Henrique

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